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Percebeu? Terra teve seu segundo dia mais curto da história – e fenômeno irá se repetir nas próximas semanas

A última quarta-feira durou um pouquinho menos de 24 horas. É bom se acostumar: nosso planeta está girando mais rápido, e julho e agosto terão dias mais breves.

Por Bruno Carbinatto
10 jul 2025, 16h00 •
  • Com a correria da rotina você nem notou: a última quarta-feira, dia 9 de julho, foi um pouquinho mais curta que o normal. Bem pouquinho mesmo – 1,44 milésimos de segundo a menos do que as clássicas 24 horas. Foi o segundo dia mais curto para a Terra desde que começamos a medir com esse grau de precisão, e essa brevidade vai se repetir nas próximas semanas: nosso planeta está girando mais rápido, encurtando a duração dos dias.

    Dá até para anotar na agenda: segundo o Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS, na sigla em inglês), os dias 22 de julho e 5 de agosto serão igualmente curtinhos. O motivo principal por trás disso é a nossa Lua.

    Um dia, você sabe, tem 24 horas porque esse é o tempo que a Terra leva para dar uma volta em torno de seu próprio eixo (rotação). Acontece que esse movimento não é tão constante e sofre pequenas (na verdade, minúsculas) variações por conta de inúmeros fatores, como a gravidade de outros corpos celestes e o atrito do oceano com o fundo do mar.

    Desde a década de 1960, conseguimos medir a duração dos dias com precisão impressionante graças à invenção dos relógios atômicos, engenhosos aparelhos que usam os princípios da física quântica para rastrear o tempo com precisão de bilionésimos de segundos. Com isso, conseguimos ver quanto tempo realmente está levando para nosso planeta dar sua voltinha, e ajustar assim os nossos relógios para corresponder a exatamente esse intervalo. Hoje, o IERS é um dos órgãos que mantém esse registro do tempo “oficial”. 

    Até hoje, o recorde de data mais breve fica com o dia 5 de julho de 2024 – foram 1,66 milisegundos a menos. 

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    Dias mais curtos como o registrado na última quarta-feira não são comuns, porém. No longo prazo, na verdade, podemos afirmar que a rotação terrestre está ficando cada vez mais lenta, ou seja, a tendência é os dias ficarem mais longos. Exatamente por isso os cientistas criaram o conceito de “segundo bissexto” ou “segundo intercalar”: um segundo que é adicionado no horário “oficial” da Terra para deixá-lo mais condizente com a movimentação real do planeta. Desde 1972, um total de 27 segundos foram adicionados aos relógios terrestres.

    Mas o processo de desaceleração da Terra não é uniforme: há períodos em que o movimento do planeta fica mais rápido e os dias, mais curtos. É o que está acontecendo nos últimos anos.

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    O que aconteceu em 9 de julho foi que a Lua estava longe da Terra, e, por conta disso, sua influência gravitacional sobre as marés também ficou um pouco mais fraquinha. Este foi um dos principais motivos para que a Terra girasse mais rápido, encurtando o dia (outros fatores também entram na jogada, claro).

    Cientistas já avisaram que o mesmo cenário lunar vai se repetir nos dias 22 de julho e 5 de agosto deste ano, ou seja, os dois dias devem ser mais curtinhos também.

    Curiosamente, se esta tendência de aceleração na rotação da Terra continuar no longo prazo, é possível que os cientistas tenham que retirar um segundo da contagem oficial do tempo, o que seria algo inédito. Como dissemos anteriormente, o que aconteceu até hoje foi o acréscimo de segundos intercalares aos relógios, já que nosso planeta está girando mais rápido – nunca houve uma remoção. Isso, porém, só aconteceria se a tendência atual continuar nos próximos anos.

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