No clima da Copa: Super por apenas 9,90
Imagem Blog

Oráculo

Por aquele cara de Delfos Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Ser supremo detentor de toda a sabedoria. Envie sua pergunta pelo inbox do Instagram ou para o e-mail maria.costa@abril.com.br.

É verdade que a picanha é uma invenção brasileira?

A ideia de assá-la na brasa é nossa, mas o corte já era usado em um prato tradicional na Europa. Entenda.

Por Rafael Battaglia 14 set 2023, 17h11 | Atualizado em 4 jun 2026, 15h50
É verdade que a picanha é uma invenção brasileira? Priorizar nos meus resultados Google

A picanha fica na parte traseira do boi, próxima ao dorso. É uma área menos musculosa, já que o animal pouco a movimenta – e, por isso, acaba sendo mais macia. Por muito tempo, ela foi vendida junto à peça de alcatra – que engloba ainda outros tipos de cortes, como a maminha.

Não há registros de quem exatamente inventou a picanha. A história mais difundida diz que, nos anos 1950, o húngaro Lazlo Wessel (1916–1997) vendia o corte em seu açougue no bairro paulistano do Bixiga para imigrantes alemães que trabalhavam na Volkswagen. Eles já sabiam pedir a picanha isolada, sem o resto da alcatra, para fazer tafelspitz – um prato cozido temperado com maçã e raiz-forte, geralmente acompanhado de batatas.

Não demorou para que outros fregueses se interessassem pelo corte, que, além da maciez, tem uma generosa capa de gordura e é marmorizado – ou seja, possui filetes de gordura entremeados na carne, que derretem no calor e contribuem para o sabor. Para assá-la na brasa, foi um pulo: a churrascaria paulistana Dinho diz ser a primeira a preparar e servir o churrasco de picanha, em 1973.

Do Brasil para o mundo

Nos anos seguintes, o corte se popularizou tanto no Brasil a ponto da produção nacional não dar conta de atender à demanda. O país, então, passou a comprar da Argentina – os hermanos não assavam a carne e vendiam a peça para lugares como Bolívia e Colômbia a preços baixos. Quando perceberam o interesse brasileiro, passaram a consumi-la (e a cobrar mais caro de nós).

O sucesso das churrascarias brasileiras mundo afora também exportou o consumo de picanha. Em inglês, o corte se chama “top sirloin cap” (“capa de alcatra”) – mas também dá para encontrá-la apenas pelo nome BR: “picanha steak”. 

Continua após a publicidade

A palavra “picanha”, aliás, pode ter vindo de picana, termo espanhol para a vara comprida usada para guiar o gado. Fazendeiros argentinos, uruguaios e gaúchos utilizavam a picana para cutucar o boi na parte traseira (justamente, na região da picanha). Contudo, faltam registros para cravar essa origem etimológica.

Pergunta de @ricabattaglia, via Instagram

Consultamos o artigo Picanha: do Brasil para o mundo, da revista Problemas Brasileiros.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil e bola no campo, um jogador comemorando, e capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas flutuandoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, braços erguidos em comemoração dentro de um estádio de futebol lotado, com uma bola e a bandeira do Brasil no campo, sob um céu verde-azulado. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca
ECONOMIZE ATÉ 82% OFF

Digital Básico

Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
De: R$ 14,99/mês Apenas R$ 2,99/mês
OFERTA CAMPEÂ

Revista em Casa + Digital Premium

Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo + Abril Signature Ouro, o novo programa de benefícios da Abril, que te dá acesso a descontos exclusivos e cashback em centenas de estabelecimentos.
De: R$ 26,90/mês
A partir de R$ 9,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$35,88, equivalente a R$2,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).