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Existe solução cientificamente comprovada contra soluços?

Mais ou menos: até existem medicamentos usados contra casos crônicos do problema, mas não há grandes estudos.

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 jan 2025, 18h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 16h14
Existe solução cientificamente comprovada contra soluços? Priorizar nos meus resultados Google

Mais ou menos. O único fármaco aprovado contra soluços pela FDA (a agência americana equivalente à Anvisa) é a clorpromazina – sintetizada em 1950 e usado comumente como estabilizador do sistema nervoso central em pessoas esquizofrênicas. 

Mesmo esse medicamento, porém, não passou por testes clínicos padrão-ouro para essa aplicação específica: sua indicação para soluços é anedótica, baseada em relatos de caso (que narram o desfecho de um paciente só) e experimentos com números pequenos de participantes, sem representatividade estatística. 

Uma revisão da literatura especializada publicada em 2015 encontrou 15 estudos sobre soluço com 341 voluntários ao todo – o que dá apenas algumas dezenas de pessoas por estudo, em média.

Dentre esses artigos, os mais corretos do ponto de vista metodológico testaram as drogas metoclopramida (o Plasil) e

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baclofen, e tiveram resultados promissores, ainda que com amostras pequenas – de 36 e 30 pessoas, respectivamente. 

Um outro fármaco comum para esse fim é o sedativo psicomotor haloperidol, que combate espamos musculares, vômitos e outros problemas que tenham a ver com contração involuntária dos músculos e agitação. 

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Vale lembrar que haloperidol, clorpromazina e várias outras drogas mencionadas aqui são de uso psiquiátrico, têm venda controlada e podem gerar efeitos colaterais potencialmente sérios – elas só entram em ação com indicação médica em episódios crônicos de soluço, que duram horas ou até dias. Nada disso aqui deve ser usado contra soluços cotidianos.

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Tampouco existem bons experimentos testando curas populares comuns, como respirar dentro de um saco, comer pasta de amendoim, inalar pimenta para espirrar ou beber água de ponta-cabeça. É provável que essas técnicas funcionem pontualmente, já que todas vão estimular de alguma forma nervos associados à deglutição, respiração e outras funções dos sistemas respiratório e digestório – mas não há garantia. 

Fontes: artigos “

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Managing hiccups”, por Cornelius J. Woelk e “Systemic review: the pathogenesis and pharmacological treatment of hiccups”, por M. Steger e outros.

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