Oferta Relâmpago: Super por apenas 9,90

A avenida dos vulcões

Cotopaxi, Andes, Equador. Ainda ativo, o vulcão é o ponto de partida para um assustador desfile de montanhas cuspidoras de lava

Por Carol Castro
25 jan 2015, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h51
  • Um colchão de nuvens abaixo dos pés. Ao lado, a cratera de 800 metros de largura solta fumaça. No horizonte, outros vulcões, entre eles o gigante Chimborazo. Eis a vista do cume do Cotopaxi, 5.897 metros e o segundo vulcão ativo mais alto do mundo. Lá de cima, nos Andes Setentrionais, dá para se ter ideia da quantidade de vulcões que cortam o Equador, país pouco maior que o Estado de São Paulo: em quase 500 quilômetros, mais de 80 vulcões, um a cada seis quilômetros. A Avenida dos Vulcões é um cenário único, fruto da sobreposição das placas tectônicas Sul-Americana e Nasca.

    Chegar ao cume é um costume tradicional equatoriano. Até o presidente, Rafael Correa, já o fez. A caminhada começa a cerca de 4.600 metros de altitude. É o ponto máximo aonde o carro chega. Depois, subida, com pouco oxigênio, até o refúgio. De lá, aventureiros passam a noite para seguir rumo à escalada, que começa antes do dia nascer. Acima dos 5 mil metros, a neve. Após oito horas de caminhada, o topo, a cratera, as nuvens – e a Avenida.

    A vista compensa a subida. No pé do Cotopaxi, a água do degelo criou a lagoa Limpiopungo, por onde passeiam aves e cavalos selvagens. Ela dá cor a esse ambiente de vegetação rasteira e seca. No corpo do vulcão, o solo mescla o vermelho-lava com tons mais escuros de marrom. As pedras que o Cotopaxi cuspiu ou derrubou na última grande erupção estão por lá. Em 26 de junho de 1877, o vulcão mudou a paisagem da capital, Quito: cobriu-a com uma chuva de cinzas e antecipou o fim do dia. A próxima erupção deve acontecer em 50 anos. Até lá, a paisagem ao redor permanece mais inspiradora, e menos assustadora.

    – Em Quito, agências organizam a subida do vulcão e providenciam roupas e mantimentos.
    Continua após a publicidade

     

    QUANDO – De dezembro a fevereiro tem menos vento e céu mais azul. Ah, evite ir durante uma erupção.

    Foto: Wikimediacomons/cotopaxi

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Enquanto você lê isso, o mundo muda — e quem tem Superinteressante Digital sai na frente.
    Tenha acesso imediato a ciência, tecnologia, comportamento e curiosidades que vão turbinar sua mente e te deixar sempre atualizado
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Superinteressante todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.