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Conheça os Indicados a jogo do ano do Game Awards 2023

O The Game Awards anunciou a lista de indicados deste ano, com Baldur’s Gate 3, Zelda: Tears Of The Kingdom, Alan Wake 2 e mais. Confira:

Por Leo Caparroz
Atualizado em 21 nov 2023, 11h38 - Publicado em 16 nov 2023, 19h44

Todo ano, o The Game Awards realiza uma cerimônia de premiação que “reconhece a excelência criativa e técnica na indústria global de videogames”. É um evento para celebrar os lançamentos do ano e conhecer projetos futuros. A cerimônia vai acontecer no dia 7 de dezembro, e os indicados já foram anunciados. Entre as 31 categorias, desde melhor trilha sonora até melhor jogo de cada nicho, a categoria principal é Jogo do Ano. Em 2023, a concorrência é forte. Conheça os indicados ao grande prêmio:

Resident Evil 4

Não mexe no que já é bom. Depois de um extremamente bem recebido remake de Resident Evil 2 e uma tentativa média com Resident Evil 3, a Capcom voltou a acertar com Resident Evil 4. Depois de dezessete anos do aclamado original, a franquia pilar do gênero survival horror retoma a história do quarto jogo com gráficos repaginados, gameplay modernizada e narrativa atualizada que dão cara de 2023 ao clássico de 2005. 

O agente Leon S. Kennedy recebe a missão de salvar a filha do presidente dos Estados Unidos, Ashley Graham, de um misterioso culto no interior da Espanha, chamado Los Illuminados. Os cultistas estão tomados pela Las Plagas, um parasita que controla suas mentes, e obedecem ao comando de Lord Saddler, o líder do culto com planos de dominação mundial.

A série já recebeu duas indicações a jogo do ano: em 2019 com o remake de Resident Evil 2 e em 2021 com Resident Evil: Village. Será que nesse ano eles levam o prêmio para casa?

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Spider Man II

Um dos super-heróis mais queridos da cultura pop sempre foi representado nos games – um exemplo são os nostálgicos títulos da primeira década dos anos 2000. Nos últimos anos, o amigo da vizinhança foi brilhantemente adaptado pela Insomniac Games, mesma de Ratchet and Clank e Spyro The Dragon, como exclusivo da Sony (um remaster do primeiro jogo foi posteriormente lançado para PC). Depois de Marvel’s Spider-Man (2018) e Marvel’s Spider-Man: Miles Morales (2020), o novo título não deixa a peteca cair.

O jogo acompanha Peter Parker e Miles Morales tentando conciliar suas vidas de herói com suas vidas pessoais. A dupla de Aranhas luta contra Kraven, o Caçador, que transforma Nova York em um campo de caça e vai atrás de conhecidos super-vilões – além dos heróis, claro. Para piorar, o simbionte Venom contamina Parker e atrapalha seus relacionamentos, se transformando no alvo de desejo de Kraven.

O jogo reusa vários fundamentos positivos do primeiro, como o combate fluido e o balançar de teias entre a cidade, e os aprimora. Os elogios também se repetiram, e agora Spider-Man 2 vem com tudo tentar conquistar o prêmio que o primeiro jogo não conseguiu, em 2018.

Alan Wake II

Alan Wake é um clássico cult dos videogames. Lançado em 2010, o jogo com narrativa madura e misteriosa se inspira em séries de suspense tanto em temáticas quanto em formato. Recebeu críticas positivas pelo seu visual, ritmo e atmosfera impressionantes.

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Alan Wake é um escritor bem sucedido de livros de crime que está passando por um bloqueio criativo forte. Depois do convite de sua esposa, Alice, os dois saem de Nova York para uma pequena cidade nas montanhas de Washington: Bright Falls. Alice some misteriosamente e Alan começa a ter fortes problemas com alucinações e visões de pessoas sendo tomadas por sombras. Enquanto investiga o sumiço de Alice, Alan encontra páginas de um livro de sua autoria, mas que ele não se lembra de ter escrito. O autor acaba vivendo a história contada no livro.

No segundo jogo, a história fica mais esquisita – de um jeito bom. A narrativa se complexifica e enriquece com o controle de uma outra personagem: a agente do FBI, Saga. Alternando entre os pontos de vista, o jogador desenrola crimes e investiga o sumiço do outro protagonista, Alan Wake, que está desaparecido há 13 anos.

O novo grande acerto da Remedy Entertainment combina survival horror com terror psicológico, momentos cômicos em live-action, investigações densas e narrativa original. Um dos títulos mais aclamados do ano, Alan Wake 2 recebeu oito indicações no The Game Awards, contando com a principal categoria da noite.

Mario Wonder

Super Mario Bros. Wonder é mais um jogo de plataforma de um dos personagens mais famosos da cultura pop – só que ele é muito mais do que seus antecessores. Wonder talvez seja para os Marios 2D o que o Galaxy foi para as versões 3D. Detalhes simples das animações fazem os jogos anteriores parecerem trabalho de amador e o visual charmoso e carismático das fases dá um fôlego novo à série consagrada – e estabelecem um novo padrão para o futuro.

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A história você já conhece: Bowser é um problema para o reino, e Mario precisa impedi-lo. Dessa vez, os personagens do Reino do Cogumelo estão de visita no Reino das Flores, apresentando uma nova e colorida coleção de cenários e inimigos. O jogo foi bem recebido pela sua criativa revitalizada na fórmula clássica, proporcionada pelas Wonder Flowers, que mudam brevemente uma fase para que ela se torne algo totalmente novo e imprevisível. O jogo também suporta multiplayer local e online de até 4 pessoas, com personagens que não tomam dano – pensado para quando seu priminho quer jogar com você.

Super Mario Bros. Wonder é um dos favoritos para vencer a categoria Melhor Jogo para Família. O último jogo do personagem indicado na categoria principal, Super Mario Odyssey, venceu como Jogo para Família, mas perdeu em Jogo do Ano para outro título da Nintendo: The Legend of Zelda: Breath Of The Wild.

The Legend of Zelda: Tears Of The Kingdom

Tears Of The Kingdom é a sequência de Breath Of The Wild – a primeira vez nos 37 anos da franquia que um jogo tem um sucessor direto. Como sua continuação, Tears Of The Kingdom herda muito do mapa original do reino de Hyrule, mas também expande para os céus, com as Sky Islands, e para as profundezas, com The Depths.

Quem também volta são os personagens. Anos depois do fim do primeiro jogo, você reencontra Link, Zelda e outros em sua tentativa de entender de onde vêm as grandes ilhas caindo do céu, o que são os misteriosos buracos abertos no chão e, principalmente, como parar Ganondorf.

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Tears Of The Kingdom pega tudo que Breath Of The Wild fez bem e aperfeiçoa –  e o que não foi tão bom no jogo anterior, ele faz melhor. O vasto mundo aberto volta com inúmeras quests, Shrines (pequenos templos com desafios dentro) e inimigos. As habilidades do jogo anterior são trocadas por outras que dão mais liberdade de exploração e potencializam a criatividade do jogador. 

Tears Of The Kingdom recebeu nota máxima em diversos sites. No Metacritic, um agregador de críticas, sua nota é 96. Na Super, ele foi descrito como um “clássico instantâneo” e parte da “história dos games”. No começo do ano, parecia que o prêmio estava encaminhado para que Zelda fosse o Jogo do Ano de novo. Até que, em agosto, surgiu um concorrente à altura.

Baldur’s Gate 3

Para quem já jogou RPG (não o gênero de videogame, mas o jogo com dados e fichas) sabe que um dos pontos fortes do jogo é o nível absurdo de liberdade proporcionado. Como tudo é um exercício imaginativo, basta a direção do mestre da mesa e praticamente tudo é possível.

Esse nível de liberdade e imaginação era uma grande barreira nos videogames que portavam a alcunha de RPG. Você raramente podia aplicar essa engenhosidade de mundo real dentro do jogo – por se tratar de uma experiência programada previamente, alguém da desenvolvedora teve que ao menos cogitar o que você queria fazer para aplicar aquilo no game.

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Baldur’s Gate 3 é o mais perto de uma sessão de Dungeons & Dragons atualmente possível em um videogame. Inspirado na campanha Forgotten Realms do sistema, ele traz características do mundo do RPG para as telas dos computadores. Em Baldur’s Gate, se existe uma porta com um cadeado, você provavelmente consegue quebrá-la se tiver um machado bom e força suficiente – enquanto em outros jogos, a única maneira de progredir seria com a chave. Parando para pensar, faz mais sentido poder queimar uma porta de madeira com um feitiço superpoderoso, mesmo que encontrar o porteiro seja vital para a história. Aquele seu colega de campanha que sempre tenta resolver as coisas de um jeito criativo provavelmente seria muito bem recompensado em Baldur’s Gate 3.

Essa liberdade toda exigiu muito, claro. A desenvolvedora belga Larian Studios ficou trabalhando no jogo por 6 anos; com mais 3 dele em acesso antecipado, o produto final só foi lançado em agosto de 2023. A espera valeu a pena, ele caiu imediatamente nas graças da crítica e, principalmente, do público. As vendas superaram em muito as expectativas da desenvolvedora, e o jogo chegou a bater 800 mil jogadores simultâneos na Steam.

Aclamado pela grandeza, ambição e liberdade, além de sua narrativa cativante, Baldur’s Gate 3 será uma fonte de inspiração para qualquer jogo de RPG a partir de seu lançamento – mesmo que eles não tenham tempo ou recurso para algo tão denso. Ao lado de Alan Wake 2, ele também foi indicado em 8 categorias. Considerado por muitos o favorito a Jogo do Ano, vai ser difícil tirar o prêmio das mãos de Baldur’s Gate 3. Só assistindo à transmissão oficial do The Game Awards, no dia 7, para saber.

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Indicados a Game do Ano

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