Índios doentes: A culpa não foi de Colombo?
Pesquisa com a ossada de índios americanos pré-colombianos mostra que a incidência de doenças entre os nativos começou bem antes da chegada de Cristóvão Colombo à América
A visão idílica e clássica dos índios americanos pré-colombianos como povos robustos e saudáveis, vítimas das doenças trazidas pelo conquistador espanhol, talvez não passe de um grande engano histórico. Pelo menos, é o que argumenta o antropólogo e biólogo americano George Armelagos, da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. Depois de estudar 595 ossadas de índios enterrados entre os anos 950 e 1300 no Estado de Illinois, ele concluiu que a incidência de males entre os nativos começou bem antes da chegada de Colombo. Provavelmente, causada pela troca da vida nômade pelo sedentarismo agrícola, que mudou os hábitos alimentares. Em 64% dos esqueletos examinados, Armelagos encontrou indícios do aumento da massa óssea dos corpos, o que indica carência de ferro em seu novo regime. “No caso dos americanos, a deficiência de ferro tornou os organismos mais vulneráveis e se associou à tendência geral de novas populações agrícolas desenvolverem doenças infecciosas por estarem vivendo no mesmo local de forma permanente”, revela o pesquisador.
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