Também conhecida como medusa, essa criatura possui células chamadas cnidócitos, dotadas de filamentos que injetam toxinas na pele de suas vítimas, produzindo a sensação de queimadura. “Ao menor contato, a água-viva dispara esses filamentos como um verdadeiro tiro à queima-roupa”, afirma o biólogo marinho José Carlos Freitas, do Instituto de Biociências da USP.
As toxinas usadas para defesa e para captura de suas presas variam de uma espécie para outra, mas geralmente há uma combinação de substâncias paralisantes, necrosantes e destruidoras de glóbulos vermelhos. O grau da queimadura também depende da espécie e da região da pele onde ocorre o contato. Locais como o dorso da mão, coxas, abdômen e o rosto são os mais sensíveis. No Brasil, não há registro de morte causada por medusas, mas as queimaduras provocadas pela espécie Chironex fleckeri, conhecida como vespa-do-mar e comum nas costas da Austrália, podem ser fatais.
Projétil microscópico
Filamentos explosivos injetam veneno na pele da vítima
1. A medusa possui, nos tentáculos, células especiais chamadas cnidócitos. Elas produzem as cnidas, cápsulas microscópicas capazes de injetar veneno no nadador desavisado.
2. Ao menor contato, a cápsula explode e um pequeno tubo é lançado para fora em alta velocidade. Esse projétil penetra na pele, causando a ardência.






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