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Qual a diferença entre camelo e dromedário?

Do número de corcovas e tipo de pelagem ao habitat, saiba como identificar os primos conhecidos pela resistência

Por Da Redação 27 out 2026, 14h00 | Atualizado em 27 out 2026, 15h23
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Afinal, qual a diferença entre camelo e dromedário? Embora muitas vezes confundidos, os dois podem ser diferenciados de acordo com o número de corcovas, o porte e o tipo de pelo. Os dois também vivem em habitats diferentes.

A rigor, ambos são camelos, porque pertencem ao mesmo gênero, Camelus. No português popular, porém, “camelo” designa a espécie de duas corcovas, também chamada camelo-bactriano. Os dois fazem parte da família dos camelídeos, que surgiu na América do Norte há cerca de 40 milhões de anos. Os ancestrais do gênero Camelus só chegaram à Eurásia há cerca de 6 a 7 milhões de anos, pela antiga ponte de terra do Estreito de Bering.

Não somos os únicos: primatas também têm “animais de estimação”

Corcovas, pelagem e habitat

O camelo (Camelus bactrianus) é reconhecido por suas duas corcovas e por viver apenas na Ásia Central e Oriental, em países como Mongólia, China e Cazaquistão.

Seu corpo atarracado e pesado é coberto por uma pelagem longa e densa no pescoço, no topo da cabeça, nas corcovas e na parte superior das patas dianteiras. A pelagem é uma adaptação a desertos de clima extremo, como o Gobi, onde a temperatura vai de −40 °C a mais de 40 °C – na primavera, os camelos perdem os pelos. É um excelente animal de carga: em caravana, avança a cerca de 5 km/h e percorre de 30 a 50 quilômetros por dia.

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Há ainda outro tipo de camelo, o camelo-bactriano-selvagem (Camelus ferus), que sobrevive apenas em áreas do Gobi e está criticamente ameaçado de extinção.

Já o dromedário (Camelus dromedarius), conhecido também como camelo árabe, tem apenas uma corcova. Vive no norte da África, no Sahel, no Chifre da África, no Oriente Médio e em partes do sul da Ásia, como Índia e Paquistão. Também há uma grande população na Austrália, descendente de animais levados para lá no século 19.

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Com pernas mais longas, corpo mais esguio e pelagem curta, o dromedário é mais rápido que o camelo-bactriano. Animais treinados mantêm um ritmo de 16 km/h por até 18 horas, o que os torna ideais para deslocamentos rápidos.

Resistência e linhagem

Os dois desempenham um papel vital nas regiões desérticas. São usados como meio de transporte e fornecem leite, carne, couro e lã. Uma de suas características mais notáveis é a capacidade de passar longos períodos sem beber água. No calor, aguentam até cerca de duas semanas. No inverno, com pasto verde e úmido, podem ficar meses sem beber.

Quando encontram água, conseguem beber mais de 100 litros em poucos minutos. Ao contrário do que muita gente pensa, as corcovas não guardam água, e sim gordura, usada como reserva de energia. A resistência à sede vem de outros mecanismos: rins que concentram muito a urina; fezes muito secas; uma temperatura corporal que varia até 6 °C ao longo do dia, o que reduz a transpiração; a tolerância à perda de até 30% do peso corporal em água.

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Camelos e dromedários são tão próximos geneticamente que podem cruzar entre si. Os híbridos de primeira geração são férteis e costumam ser maiores e mais fortes que os pais. Os cruzamentos entre esses híbridos, porém, tendem a gerar animais mais fracos.

Os dois são as mais conhecidas da família dos camelídeos, que também inclui os parentes sul-americanos: a lhama, a alpaca, o guanaco e a vicunha.

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Este conteúdo se baseia em texto da Mundo Estranho de 2011 e foi atualizado com o auxílio de inteligência artificial e revisado por jornalistas.

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