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Marco Polo trouxe a massa da China para a Itália

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 19h06 - Publicado em 18 mar 2011, 22h00

Essa é outra confusão macarrônica. Na verdade, a receita de farinha e água já era difundida no Império Romano, muitos séculos antes das perambulações do famoso mercador veneziano (que viveu entre os anos 1254 e 1324) pelo Oriente. Até o século 2, o prato de resistência dos soldados e da plebe romana era uma papa chamada pulmentum, que pode ser a origem da polenta. “O consumo de pães, mingaus e outras variedades de massas feitas de farinha e água aparece nos hábitos alimentares de todas as civilizações da Antiguidade”, diz o professor de história Henrique Carneiro. Em algum momento perdido no tempo, um desses mingaus pode ter sido seco, cozido novamente e cortado em fios ou placas, segundo o especialista. Há mais uma hipótese capaz de derrubar a conexão China-Marco Polo: dificilmente os chineses usariam farinha de trigo para preparar suas massas. “Na China e no Japão, o mais provável é que fossem feitas de arroz, produto agrícola abundante por lá”, diz Henrique. Levou tempo para o macarrão povoar a mesa dos europeus. As massas só se tornaram populares no século 17. Já o molho de tomate só foi incorporado ao prato no século 19. “Até então o legume era considerado venenoso, por causa de seu parentesco com espécies perigosas.”

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