Superpãozinho é o herói das creches
Lara Lima
Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) acreditam ter criado a arma ideal para acabar com a anemia crônica das creches públicas brasileiras – nada menos que 56% das crianças sofrem de anemia e por isso têm distúrbios de memória e dificuldade de aprendizado. Para superar o problema, no entanto, basta acrescentar pó de ferro à farinha que entra na receita do popular pãozinho francês. O resultado dos primeiros testes, realizados com 600 meninas e meninos de Barueri, São Paulo, foi espantoso: em apenas seis meses, o número de anêmicos caiu em mais de 60%, de cerca de 200 crianças para apenas 66. Mauro Fisberg, da Unifesp, diz que o pãozinho foi escolhido por se encontrar em qualquer padaria e ser largamente consumido pela população. Segundo ele, a dose de ferro – equivalente a 3% das necessidades diárias das crianças – foi cuidadosamente estudada para prevenir a anemia sem alterar o gosto do pão. A mudança de sabor poderia levar as crianças a recusar o “remédio”.
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