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Nobel da Paz de 2017 dá puxão de orelha em Trump e Kim

Campanha Internacional pela Abolição de Armas Nucleares (ICAN) levou o prêmio – um claro cutucão da academia sueca nos EUA e na Coreia do Norte

Por Bruno Vaiano Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 11 mar 2024, 16h40 - Publicado em 6 out 2017, 16h13

O relógio do juízo final – índice do Boletim dos Cientistas Atômicos que marca qual é o risco de uma guerra nuclear – está a dois minutos e meio da meia noite, o mais próximo desde 1953, quando União Soviética e EUA começaram a construção de bombas de hidrogênio. “Donald Trump fez comentários preocupantes sobre o uso e proliferação de armas nucleares, e expressou descrença no consenso científico sobre o aquecimento global”, explica o anúncio oficial, que também menciona as ameaças e testes norte-coreanos.

Não foi uma surpresa, portanto, que a Campanha Internacional pela Abolição de Armas Nucleares (ICAN) tenha levado o Prêmio Nobel da Paz de 2017. O grupo, fundado em 2007, une 468 organizações ativistas de 101 países, e tem como principal objetivo combater a proliferação de armas nucleares por meio da organização de acordos de paz.

“A eleição do presidente Donald Trump fez muitas pessoas se sentirem desconfortáveis com o fato de que ele, sozinho, pode autorizar o uso de armas nucleares”, afirmou Beatrice Fihn, diretora-executiva do grupo, em uma coletiva de imprensa em Geneva, na Suíça. “Não existem mãos certas para armas nucleares.”

Fihn pensou que o telefonema do comitê do Nobel fosse um trote, e só acreditou no anúncio quando viu seu nome na televisão. Ao longo da manhã a organização recebeu mensagens de apoio de artistas, políticos e ativistas de vários países. “Eu posso imaginar um mundo sem armas nucleares, e apoio a ICAN”, afirmou Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama. “Não posso suportar essas armas terríveis, e apoio a ICAN de coração”, declarou o músico Herbie Hancock

https://twitter.com/antonioguterres/status/916267044353474560

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Em um anúncio oficial, a ICAN afirmou que o prêmio “é um tributo aos esforços incansáveis de milhões de manifestantes e cidadãos que, desde o início da era atômica, protestaram contra as armas nucleares, insistindo que elas não podem servir para fins legítimos e precisam ser banidas para sempre da face da Terra.”

O prêmio, na interpretação da maior parte dos jornalistas e críticos, é um claro “cutucão” nas nove nações nucleares (EUA, Rússia, Índia, Paquistão, Grã-Bretanha, França, Coreia do Norte e Israel), que em julho deste ano se negaram a participar um acordo da ONU pelo banimento de armas nucleares. O documento foi assinado por 122 países, entre eles o Brasil, e só foi possível graças aos esforços diplomáticos da ICAN. 

O comitê do Nobel afirmou no Facebook que “O risco de armas nucleares serem usadas é o maior em muito tempo. Há países modernizando seus arsenais nucleares, e há um risco real de que mais países tentem construir armas nucleares, a exemplo da Coreia do Norte”.

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