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Combustível de aviação “verde” tem um porém

Adoção em larga escala do SAF ocuparia grandes áreas - e poderia afetar a produção de alimentos, diz estudo

Por Bruno Garattoni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
22 jul 2024, 12h01 • Atualizado em 22 jul 2024, 12h15
  • A aviação gera bastante CO2, o equivalente a 2% de todas as emissões globais. E é muito difícil mudar isso. Com as tecnologias atuais, não seria viável construir um avião elétrico de grande porte – pois isso exigiria muitas baterias, deixando a aeronave pesada demais.

    Por isso, o setor tem apostado no conceito de sustainable aviation fuel (SAF): manter os aviões atuais, mas abastecê-los com combustíveis renováveis e neutros em carbono – feitos com algas ou grãos, por exemplo. O problema é que, como um novo estudo (1) revela, isso não será fácil.

    Segundo o trabalho, publicado pela ONG americana Institute for Policy Studies, para zerar as emissões de CO2 da aviação (meta proposta para 2050 pelo governo dos EUA), seria necessário aumentar a produção desses combustíveis em 18.887% (188 vezes), o que afetaria seriamente a produção de alimentos.

    No Reino Unido, por exemplo, 50% de todas as plantações atuais teriam de ser destinadas à produção de SAF para abastecer a aviação do país. Nos Estados Unidos, seria necessário plantar 461 mil km2 de milho – o equivalente a toda a atual lavoura desse alimento – para suprir o consumo americano de SAF.

    Fonte 1. “Greenwashing the Skies: How the Private Jet Lobby Uses ‘Sustainable Aviation Fuels’ as a Marketing Ploy”. Institute for Policy Studies, 2024.

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