Touchscreen na cadeia
Empresa americana lança um tablet especial para uso em presídios - com algumas características especiais para evitar a malandragem dos detentos
Bianca Abdalla
As cadeias brasileiras estão cheias de celulares contrabandeados. Mas, nos EUA, os detentos de três Estados (Louisiana, Virginia e Washington) já podem comprar e usar legalmente um gadget: o tablet JP4, que custa US$ 50 e foi criado pela empresa JPay a pedido do governo. O tablet da cadeia é bem pequeno – sua tela tem 4,3 polegadas (menos da metade de um iPad comum)-, mas a memória até que não é tão ruim: 8 gigabytes. Por segurança, o JP4 não tem acesso à internet. Mas vem com games, rádio e calendário e pode ser abastecido com músicas e audiolivros (em breve, haverá vídeos também), que o preso baixa num quiosque digital instalado dentro da cadeia. São 10 mil músicas disponíveis, e cada uma custa US$ 1,99 (mais caro que os US$ 1,29 cobrados pela iTunes Store, a mais popular fora da cadeia). O preso também pode baixar fotos e e-mails enviados por sua família – mas esse conteúdo é vistoriado previamente pelos carcereiros. O tablet e seus acessórios, como o carregador, são transparentes para evitar que os presos escondam alguma coisa dentro. Além disso, são feitos de plástico inquebrável e não têm nenhuma peça solta, evitando que sejam desmontados ou modificados para servir como arma. “O dispositivo foi testado inúmeras vezes em ambientes prisionais duros”, diz Sam Burritt, gerente da empresa. Quando a pena acaba e o preso é libertado, pode levar o JP4 consigo – o aparelho é reprogramado e passa a funcionar como um tablet comum.
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