Algum país produz toda a sua comida?
Sim. Existe apenas um país que, em tese, não precisa importar comida para alimentar sua população.
Só a Guiana. Ele é o único país capaz de produzir quantidade suficiente de todos os sete grupos de alimentos considerados essenciais. São eles: vegetais; frutas; laticínios; carnes; peixes e frutos do mar; legumes, castanhas e sementes; e alimentos ricos em amido.
Um país autossuficiente é aquele que consegue produzir, no próprio território, todos os grupos alimentares em quantidades suficientes para alimentar a própria população. Isso reduz a dependência de importações e garante a segurança alimentar – o que é importante para momentos de crise ou eventos globais que possam afetar o transporte de comida.
A Guiana possui um terreno fértil para agricultura e boa produção de peixes e frutos do mar. Mas o que garante sua autossuficiência é a população de apenas 850 mil pessoas – menos que o município de João Pessoa.
Segundo um estudo publicado no periódico Nature, que avaliou 186 países, mais de um terço das nações só consegue produzir, no máximo, dois grupos alimentares domesticamente. Mesmo a China, considerada uma potência na produção de alimentos, depende de outros países para obter produtos derivados de leite.
O Brasil é autossuficiente em cinco categorias, mas peca em vegetais e peixes e frutos do mar. O principal exportador de peixe para o Brasil é o Chile, enquanto quem manda os vegetais é o Peru.
Existem seis nações que não atingem as necessidades domésticas de nenhum grupo alimentar: Afeganistão, Iraque, Iêmen, Emirados Árabes Unidos e Macau. O clima árido, existência de conflitos e a pequena área territorial (Macau tem apenas 33 km²) são fatores que limitam a produção de comida.
Abaixo, confira quantos grupos alimentares cada país produz internamente.
Fonte: artigo “Gap between national food production and food-based dietary guidance highlights lack of national self-sufficiency”







