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“Expedition 33” quebra recordes e é o Jogo do Ano no Game Awards

É o primeiro jogo indie a vencer na categoria. Entenda a vitória – e veja outros destaques da premiação.

Por Leo Caparroz
12 dez 2025, 14h48 • Atualizado em 12 dez 2025, 19h05
  • Na madrugada do dia 12 de dezembro, a décima edição do The Game Awards, maior premiação do setor, elegeu os melhores jogos de 2025. 

    O grande destaque da noite foi Clair Obscur: Expedition 33. E foi uma grande noite para o jogo: com 13 nomeações, saiu vencedor em 9 delas.

    Expedition 33 venceu os maiores troféus, como Melhor Direção de Jogo, Melhor Narrativa, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora e o prêmio máximo de Jogo do Ano. As conquistas do jogo não pararam por aí.

    O game quebrou vários recordes da premiação ao superar a marca de 11 nomeações de The Last Of Us Part II (2020) e God of War Ragnarök (2022). Também bateu a marca de mais prêmios em uma noite que era de The Last of Us Part II, que vencera 7.

    Expeditition, um jogo francês, se passa em Lumière, uma versão da Paris na Belle Époque que sofre com uma maldição terrível. Certo dia, uma entidade mística conhecida como “A Pintora” surgiu no horizonte e desenhou um número em um monólito ameaçador. Todas as pessoas com idade igual ou maior a esse número morreram instantaneamente. A cada ano, esse número diminui, e as pessoas com essa idade desaparecem. Uma nova expedição parte, todos os anos, com a missão de encontrar A Pintora e derrotá-la, antes que eles também sejam apagados da existência.

    Uma grande vitória dos indies

    A maior conquista do jogo certamente foi o prêmio de Jogo do Ano. Contudo, essa vitória é ainda mais significativa, já que é a primeira vez que um jogo independente vence o maior prêmio da noite.

    Expedition 33 teve uma equipe pequena, de cerca de 40 desenvolvedores, e o orçamento modesto de menos de US$ 10 milhões – o que pode parecer bastante, mas é só uma fração das centenas de milhões de dólares que grandes estúdios gastam em seus jogos.

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    O diretor do jogo, Guillaume Broche, deixou a desenvolvedora Ubisoft em 2020 para fundar a Sandfall Interactive ao lado de amigos, contatos e desconhecidos. Durante a produção do jogo, ele assistia a tutoriais no YouTube para aprender sobre desenvolvimento de jogos.

    “Quero expressar meus agradecimentos aos heróis não reconhecidos da indústria: as pessoas que fazem tutoriais no YouTube de como fazer jogos. A gente não tinha ideia de como fazer um jogo antes”, confessou Broche no seu discurso de agradecimento pelo prêmio.

    O jogo fez um sucesso estrondoso. Em menos de 24 horas, 500 mil cópias foram vendidas. Coincidentemente, Expedition 33 atingiu a marca de 3,3 milhões de cópias vendidas exatos 33 dias após o lançamento.

    Além de ter ido muito bem nas vendas, o jogo caiu nas graças da crítica. A maioria das reviews eram extremamente positivas, destacando a belíssima direção de arte, trilha sonora cativante, gameplay inovadora, narrativa intrigante e excelente dublagem. 

    Até o presidente da França, Emmanuel Macron, parabenizou o sucesso do jogo. “Parabéns à Sandfall Interactive e a todos os criadores de Expedition 33. Vocês estão demonstrando a audácia e a criatividade francesas”, escreveu em um comentário no Instagram.

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    Além das 5 categorias já citadas no começo, Clair Obscur: Expedition 33 também venceu como Melhor RPG, Melhor Jogo Indie, Melhor Jogo Indie de Estreia e Melhor Performance para Jennifer English pela personagem Maelle. 

    A categoria de Melhor Performance, por sinal, era metade composta pelo elenco de Expedition 33. Já conhecido no mundo dos games, Ben Starr foi indicado pelo personagem Verso, enquanto o ator Charlie Cox (o Demolidor) foi nomeado pelo papel de Gustave.

    Clair Obscur só perdeu em duas categorias: Melhor Design de Áudio, para Battlefield 6, e Voz dos Jogadores (a única categoria escolhida por votação popular), que ficou com Wuthering Waves

    Sem espaço para outros destaques

    Expedition 33 varreu a premiação, deixando pouquíssimo espaço para outros jogos. O também aclamado Hades II, indicado a Jogo do Ano e mais 5 categorias, acabou saindo apenas com o prêmio de Melhor Jogo de Ação. 

    O mesmo aconteceu com muito aguardado Hollow Knight: Silksong. O jogo indie recebeu 6 indicações, incluindo Jogo do Ano, mas saiu apenas com Melhor Jogo de Ação/Aventura.

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    Os desenvolvedores de Silksong, da empresa australiana Team Cherry, não foram para a cerimônia. E já haviam avisado de antemão: eles apostaram na vitória massiva de Expedition 33, elogiaram o jogo e disseram estar ocupados demais para ir até os EUA.

    O outro jogo também indicado a Jogo do Ano que venceu outra categoria foi Donkey Kong: Bananza, da Nintendo, que ganhou como Melhor Jogo para Família.

    Ilustração do jogo Hollow Knight: Silksong.
    Hollow Knight: Silksong (Team Cherry/Divulgação)

    Quem saiu de mãos abanando

    Death Stranding 2: On the Beach, do lendário diretor Hideo Kojima, e Ghost of Yōtei receberam 7 indicações cada, mas acabaram perdendo todas as categorias – desbancados, principalmente, por Expedition 33 e Silksong.

    Kingdom Come: Deliverance II, outro indicado a Jogo do Ano, recebeu duas indicações e, também, saiu sem vitória. 

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    Split Fiction foi um jogo que, por ter sido lançado no começo do ano, era apontado como uma das grandes apostas para o The Game Awards. Ele tem direção de Josef Fares, o mesmo diretor de It Takes Two, que venceu o Jogo do Ano em 2021. Acabou que títulos de mais destaque foram lançados, e Split Fiction perdeu espaço na discussão – foram 4 indicações e nenhum prêmio.

    Em 2025, os jogos indies foram a grande estrela do The Game Awards. A premiação foi completamente dominada por Expedition 33, mas jogos queridinhos do público, Silksong e Hades II, também levaram prêmios para casa. Enquanto isso, os grandes jogos de grandes estúdios perderam as premiações mais importantes. No único ano em que 3 dos 6 indicados a Jogo do Ano eram indies, a premiação mostrou a força que estúdios menores, porém muito apaixonados, têm no mundo dos games. 

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