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5 casos de experimentos cruéis com animais

O uso de cobaias em laboratório já é polêmico. Mas fica ainda pior quando o experimento não serve para praticamente nada

Por Claudia de Castro e Lima - Atualizado em 12 jul 2018, 18h09 - Publicado em 21 dez 2016, 17h41
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Bruno Miranda

É dose pra elefante

QUANDO 1962
ONDE EUA
Disposto a descobrir se era possível gerar um comportamento agressivo em elefantes, o pesquisador Warren Thomas, da Universidade de Oklahoma, injetou no bicho 300 mg da droga LSD. A dosagem era 3 mil vezes maior que a usada em humanos! O animal sofreu um colapso e morreu duas horas depois. A incrível conclusão do estudo: elefantes são muito sensíveis ao LSD! #gênio

A gaiola dos viciados

QUANDO 1969
ONDE EUA
Tentando estudar a dependência química, pesquisadores ensinaram um grupo de macacos a aplicar em si mesmos morfina, cocaína, álcool e anfetaminas. As consequências foram desastrosas. Um quebrou o braço tentando escapar da jaula. Outros arrancaram os próprios dedos ou os pelos da barriga e do braço. Dois morreram.

Planeta dos macacos

QUANDO 1926
ONDE URSS
Especialista em híbridos, o biólogo Ilya Ivanovich Ivanov recebeu apoio do ditador Josef Stalin para desenvolver uma mistura de macacos com humanos. A intenção era formar um exército superforte de humanos-símios. Para isso, Ivanov chegou inseminar macacas com sêmen humano e mulheres com sêmen de primata. Nada funcionou.

Tecelãs malucas

QUANDO 1995
ONDE EUA
A agência espacial Nasa tentou identificar o nível tóxico de diferentes drogas com base em teias feitas por aranhas “viciadas”. A que tomou anfetamina foi rápida, mas desorganizada. A que levou LSD fez uma teia assimétrica, pouco útil para prender insetos. Já a que inalou maconha “esqueceu” o que estava fazendo…

Francãostein

QUANDO 1954
ONDE URSS
Com o suposto objetivo de desenvolver um método cirúrgico para implantes, o russo Vladimir Demikhov implantou as patas dianteiras, o “ombro” e cabeça de um filhotinho de pastor alemão no pescoço de um cão da mesma raça. Durante a apresentação do bicho à imprensa, uma das cabeças tentou beber leite, mas o líquido vazou pelo tubo digestivo, que não estava conectado a nada. Os dois animais morreram horas depois, mas o cientista fez mais 19 experimentos desse tipo

CONSULTORIA John Horgan, professor do Stevens Institute of Techonology, de New Jersey (EUA), e colunista da Scientific American

FONTES Revistas Time, Science, American Journal of Psychiatry e New Scientist, livros Listomania, vários autores, e Dr. Josef Mengele, The Angel of Death, de Holly Cefrey, e sites LiveScience e Auschwitz.dk

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