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E se Steve Jobs não tivesse existido?

Sem o cofundador da Apple, a indústria de informática, telefonia e entretenimento seriam bem diferentes.

Por Jocelyn Auricchio
Atualizado em 12 nov 2020, 19h16 - Publicado em 6 out 2011, 18h29

Steve Jobs (1955-2001) foi quem criou o conceito de computador pessoal acessível, que apresentou a interface gráfica quando todos ainda olhavam para caracteres em telas escuras e que misturou design e facilidade em seus inventos arrojados. Fez da Apple uma das empresas mais valiosas do mundo e construiu a ponte entre tecnologia e pessoas comuns.

Sem ele, manusear um smartphone seria coisa para geeks, e os tablets ainda seriam vistos como notebooks sem teclado. O iPod seria um MP3 moderno, e a indústria da música estaria, possivelmente, ainda pior com a pirataria. No cinema, animações como Toy Story e Procurando Nemo não existiriam, assim como a rivalidade com Bill Gates, que trouxe melhorias para os sistemas operacionais.

Item de trabalho

Steve Wozniak, cofundador da Apple e criador do primeiro computador pessoal, enxergava a invenção mais como um hobby do que como um negócio. Sem encontrar Jobs, ele dificilmente teria desenvolvido o Apple II, máquina que colocou a empresa no mercado tecnológico e impulsionou a produção de PCs. Hoje, o computador seria um instrumento exclusivo de escritórios.

DOS sofisticado

Sem o Mac Os, sistema operacional desenvolvido por Jobs, nada de Windows no computador. Os PCs funcionariam com um DOS melhorado, com linhas de comando em vez de janelas e ícones. O Apple Macintosh, lançado em 1984, foi o primeiro a ter uma interface visual funcional e serviu de modelo para os demais desenvolvedores de sistemas.

Quadrado e sem cor

“Design não é apenas aparência. Design é sobre como as coisas funcionam”, dizia Jobs. O visual dos produtos foi fundamental para o sucesso da Apple, que quase se tornou um movimento de arte, como a Bauhaus. Hoje, o conceito de design de produto seria menos atraente sem as cores translúcidas, as curvas e materiais como alumínio e metal.

iClicks

O mouse, assim como a interface gráfica, eram criações da Xerox, que não levou os projetos adiante. Steve Jobs sondou os pesquisadores da empresa, levou as ideias e as implantou em sua nova criação, Lisa, em 1983. A interação com figuras na tela do computador e a maneira como abrimos os programas foram frutos do que alguns consideram “espionagem industrial”.

Desordem musical

O iPod mudou o jeito de levar e ouvir música, mas a grande sacada foi o iTunes, que aparece em meio a uma onda de pirataria. Sem esse serviço de download legalizado, a indústria fonográfica combateria a distribuição ilegal cobrando um preço diferente em cada sistema de RDM (Rádio Mundial Digital). Ouvir música sairia caro e bandas independentes não teriam a chance de chegar a uma gravadora.

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Animação amadora

Se hoje existem desenhos animados em 3D, é graças à Pixar, que foi dirigida por Jobs. A empresa produziu o primeiro filme infantil animado inteiramente por computador, Toy Story. Deu tão certo que a Pixar acabou comprada pela empresa símbolo das animações convencionais, a Disney.

Só para smarts

Até o surgimento do iPhone, os smartphones, além de caros, eram complicados de usar. Os aparelhos eram rústicos, com vocação corporativa, e rodavam versões simplificadas dos sistemas operacionais de computadores. E a situação não seria muito diferente se Jobs não tivesse popularizado o aparelho. O Blackberry dominaria o mercado, seguido pela Nokia. A loja de aplicativos, com programas grátis e baratos, talvez nunca existisse, assim como o sistema Android.

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Tablet PC

O iPad não foi a primeira tentativa da Apple. Na fase em que Steve Jobs estava afastado, a empresa lançou uma tablet, mas sem sucesso. Além de caros e pesados, pareciam com notebooks sem teclado, sem mouse e rodando Windows sem adaptação. Possivelmente essa seria a característica atual dos aparelhos, que continuariam impopulares, limitados e difíceis de manusear

• O Power G4 Cube foi um fracasso em vendas, mas foi parar no Museu de Arte Moderna de Nova York e ganhou vários prêmios de design.

• Em uma década, as gravadoras deixaram de arrecadar mais de US$ 8 bilhões devido à pirataria.

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#Fail Jobs

Steve também teve seus momentos de fracasso. Conheça alguns:

Fracasso de vendas

Em 1983, Jobs criou a Lisa, uma melhoria do Apple II. Mas o projeto custou caro demais e, no final, ficou muito parecido com o produto anterior.

Apple TV

Jobs pensou em criar um computador multimídia, mas a falta de conteúdo e a complexidade de transferência de dados barraram a sua ideia.

Next

Fundou a empresa em 1985. Foi um fracasso financeiro e só não faliu porque foi comprada, em 1996, pela Apple, trazendo Jobs de volta à empresa.


Fontes – Milton Bernard, professor da MIAMI Ad School ESPM e sócio-diretor da CDN Propaganda e Design; Effects of MP3 Technology on the Music Industry: An Examination of Market Strutucture and Apple iTunes, de Kasie Deutschman; The Guardian; The New York Times; Wired; Forbes; sites allaboutstevejobs.com, pixar.com, cnn.com, boxofficemojo.com, disneymovielist.com

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