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O assobio dos golfinhos varia de acordo com o lugar em que vivem

Golfinhos usam assobios para se comunicarem uns com os outros, e esses apitos variam entre ambientes e populações - como sotaques do reino animal.

Por Leo Caparroz 9 jun 2022, 17h19

Várias espécies de golfinho têm assobios específicos para cada indivíduo – como se fossem um nome. Eles os usam para se identificarem, se comunicarem e manterem vínculos, e são capazes de imitar os assobios de amigos e familiares próximos.

Um novo estudo revelou que a localização e a demografia dos golfinhos têm influência maior nas diferenças desses assobios de assinatura do que a genética.

Os cientistas coletaram 188 horas de gravações de golfinhos nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) no Mar Mediterrâneo e analisaram as diferenças nos assobios de seis populações diferentes. Assim como temos sotaques, os golfinhos tinham semelhanças em seus apitos de assinatura de acordo com onde viviam. Golfinhos de regiões com algas marinhas tinham assobios mais agudos e mais curtos, se comparados com os de áreas onde o fundo do mar era lamacento, por exemplo. 

“A transmissão do som em águas rasas é altamente variável e depende de sedimentos, profundidade e inclinação, mas também de eventos de maré, gradientes de temperatura, entradas de água doce, obstáculos no caminho do som e a interação entre o sedimento e as plantas ou animais que vivem no fundo,” escrevem no artigo.

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O tamanho dos grupos também altera os assobios – quanto menores as populações, maiores as mudanças de tom. Os cientistas, então, concluíram que tanto as condições ambientais quanto a demografia influenciam fortemente os apitos próprios; enquanto a variação genética não apresenta o mesmo poder.

“O estudo fornece a primeira evidência de que a estrutura genética, que diferencia as populações de golfinhos do Mediterrâneo oriental e ocidental, não tem forte influência nos assobios de assinatura, e que o isolamento geográfico entre as populações afeta apenas parcialmente a variabilidade do assobio”, afirmam os autores.

Cada vez mais as ações humanas impactam os oceanos. Assim, os pesquisadores consideram de suma importância entender os fatores de ambiente e comportamento que influenciam na vida e na adaptabilidade desses animais.

“Eu gostaria que as pessoas refletissem sobre a importância do meio em que golfinhos vivem para o desenvolvimento e manutenção de sua comunicação. Atividades humanas, como transporte comercial e tráfego náutico, podem afetar severamente esse aspecto fundamental da vida dos golfinhos”, alerta Gabriella La Manna, primeira autora do estudo.

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