Animais de laboratório poderão ser adotados nos EUA
Os bichinhos usados pelo órgão FDA eram sacrificados ao final das pesquisas – mesmo que saudáveis. Agora, terão a chance de ganhar um novo lar.
Animais testados em laboratório pela Food and Drug Administration (FDA, órgão dos EUA equivalente à nossa Anvisa) poderão ser adotados após término das pesquisas. Antes, eles tinham como destino a eutanásia, e eram sacrificados mesmo que saudáveis.
Quem entra nessa história são os cães, gatos, coelhos, porquinhos da índia e alguns animais da fazenda. Caso eles estejam saudáveis ao final do ciclo de pesquisas, serão encaminhados a santuários e abrigos para que estes promovam a adoção.
Documentos oficiais mostram que a decisão foi tomada em novembro de 2019, mas em nenhum momento os responsáveis falaram publicamente sobre a mudança. A notícia só veio a tona na última semana, após uma reportagem do jornal The Hill.
Em janeiro de 2018, o FDA aposentou 26 macacos-esquilo envolvidos em um estudo sobre nicotina. Eles foram transferidos para a Flórida, passaram por um período de readaptação e devem ser devolvidos ao meio ambiente agora em fevereiro. Foi o primeiro gesto do órgão de preocupação com o futuro dos animais.
Teste em animais
Usar bichos para pesquisas científicas ajuda a conhecer os efeitos de vacinas e remédios recém-criados antes que os pesquisadores iniciem ensaios clínicos envolvendo humanos. Além de fornecer informações sobre a resposta do corpo ao medicamento, mostram também quanto tempo o produto permanece no organismo e os possíveis efeitos colaterais.
Contudo, muitas pessoas não apoiam a prática e seguem em defesa da vida e liberdade dos animais. Em 2018, a FDA testou cerca de dois mil animais. Desses, 27% passaram por algum tipo de sofrimento, de acordo com registros da agência. O Departamento de Agricultura, que também realiza testes em animais, registrou a morte de 239 gatos durante estudo sobre toxoplasmose. O órgão sofreu grande repressão em 2019 por ativistas da organização White Coat Waste Project e encerraram os testes.
Vale dizer que o Departamento de Agricultura ainda não aderiu às políticas de adoção de animais. Por outro lado, os Institutos Nacionais de Saúde e o Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA (que oferece serviços de saúde a militares aposentados) já trabalham com um sistema de adoção desde 2018 e 2019, respectivamente.
Agora, espera-se que outros laboratórios sigam a FDA e mudem o tratamento dos animais. Os EUA têm como meta, ainda em 2020, reduzir o uso de cães e gatos em pesquisas médicas financiadas pelo governo federal. Mesmo que seja uma forma de redução de custos, isso anima aqueles contrários à prática. Porém, assusta alguns cientistas, pois ainda não sabem como os experimentos serão regidos no futuro sem essas cobaias.
Novo metrô de São Paulo deve sair em 2026. Veja os bastidores da construção
Groenlândia: nome da ilha vem de uma jogada de marketing furada dos vikings
Como Michelangelo pintou o teto da Capela Sistina?
Marsupial ameaçado de extinção é fotografado pela 1ª vez em 80 anos na Austrália
Seu nome está no ranking? Saiba como explorar a nova plataforma Nomes no Brasil







