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Exército do Nepal inicia remoção anual de corpos do Monte Everest

No ano passado, 12 pessoas morreram na tentativa de escalar a montanha mais alta do mundo – e pelo menos 5 ainda estão desaparecidas.

Por Caio César Pereira
21 abr 2024, 10h00

Um local a quase 9 mil metros de altitude, com temperaturas de -40 ºC (e sensação térmica de -83 ºC), ar extremamente rarefeito e com pouco oxigênio. Essas são as condições do Monte Everest, onde o governo do Nepal planeja realizar um  “mutirão de limpeza” para remover o lixo e os corpos que foram abandonados por lá.

Subir até o cume da montanha mais alta do mundo exige muito preparo físico e mental. O problema é que, nos últimos anos, escalar o Everest vem se tornando algo turístico, e nem todos estão realmente preparados para a jornada.

2023 se tornou um dos anos mais mortais para quem se aventurou a subir o monte, com 12 mortes confirmadas e 5  desaparecidos. As causas de morte são diversas: ser levado por uma avalanche, cair em fendas, congelamento, falta de oxigenação no cérebro, edema pulmonar, ataque cardíaco, entre outras

Assim, o governo nepalense enviará o exército para realizar a retirada anual dos corpos e uma limpeza do lixo no local. Isso porque, mesmo após novas regras sobre dejetos (como os alpinistas tendo que recolher e carregar as próprias fezes consigo), o local é cheio de lixo. Entre 2019 e 2023, por exemplo, foram coletadas 110 toneladas de lixo.

O projeto, chamado de Campanha de Limpeza das Montanhas, é uma iniciativa do governo do Nepal com a Unilever. Ela ocorre todos os anos antes do início da temporada de escalada – entre abril e maio, quando as condições climáticas são um pouco menos agressivas. 

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Uma das principais causas para o aumento das mortes é a cada vez maior quantidade de pessoas se aventurando para subir o monte. A escalada pode ser feita começando pelo lado da China ou pelo Nepal. A questão é que enquanto o governo chinês é mais rigoroso ao liberar as permissões para escalar a montanha, enquanto o governo nepalense é menos exigente.

Só no ano passado o Nepal emitiu mais de 450 permissões para subir o monte. Como cada permissão tem o custo de alguns milhares de dólares, a subida ao monte acabou se transformando em uma espécie de turismo rentável não somente para o governo, mas também para empresas de turismo de baixo custo, que aceitam clientes inexperientes para realizar a escalada.

Em entrevista ao The Guardian no ano passado, Yuba Raj Khatiwada, diretor do departamento de turismo do Nepal, disse que a principal razão para o aumento no número de mortos no Everest são as mudanças climáticas.

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“A principal causa é a mudança no clima. Nesta temporada, as condições climáticas não foram favoráveis, foram muito variáveis. A mudança climática está tendo um grande impacto nas montanhas”, disse Khatiwada.

Desde que a exploração do Everest começou, ainda lá no começo do século 20, pelo menos 300 pessoas já morreram. Dá para ter uma ideia da quantidade de corpos e lixo. Mesmo sendo um dos lugares mais inóspitos do mundo, pesquisadores já detectaram microplásticos na região.

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