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Pulseira dobra bateria do Apple Watch, mas com um porém

13 de abril de 2015

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O relógio da Apple ainda nem foi lançado — sexta-feira a empresa começou a aceitar encomendas, nos EUA e em outros 8 países, mas o produto so estará disponível dia 24 –, e já ganhou um acessório: a pulseira Wipowerband, que promete dobrar a autonomia da bateria. O produto tem uma segunda bateria, que fica dentro da pulseira. Você simplesmente troca a pulseira original por essa, que é bem levinha -pesa apenas 20 gramas- e ganha o dobro de autonomia. Bem legal. A desvantagem é que ela é rígida, não dobra nem se amolda aos contornos do seu pulso. Não parece muito confortável. O acessório estará disponível em preto, azul, laranja e rosa, e vai custar US$ 89 (pequena, para o Apple Watch de 38 mm) e US$ 99 (para o Apple Watch de 42 mm). Bem que podiam fazer uma versão flexível -inclusive porque a tecnologia necessária já existe.


Google vai vender propagandas de TV. E isso é uma péssima notícia para as emissoras

23 de março de 2015


Talvez você não saiba, mas o Google também é provedor de internet e TV. Ele criou o serviço Google Fiber, que oferece internet ultrarrápida (1.000 Mbps) e 150 canais de TV por uma mensalidade de US$ 130. É um bom negócio: mesmo preço das demais operadoras, por uma conexão muito mais rápida. O Fiber é um serviço experimental, que por enquanto só está disponível em sete cidades dos EUA. Mas agora, sem alarde, o Google ensaia uma manobra que pode transformar completamente o mercado de TV: ele pretende vender anúncios. Quando o usuário do Google Fiber ligar a TV e sintonizar um canal qualquer, verá propagandas nos intervalos dos programas. Normal. Mas serão anúncios comercializados, e monitorados, pelo próprio Google.

O Google será capaz de dizer a cada anunciante, com 100% de exatidão (não por amostragem, como o Ibope), quantas pessoas realmente viram a propaganda dele. Poderá exibir anúncios personalizados, escolhidos de acordo com o seu bairro, a sua idade, os programas que você assiste, quais propagandas você já viu. E controlar tudo isso em tempo real. Ou seja: o Google vai fazer com os anúncios de TV o que fez com os banners de internet – negócio no qual ele já fatura US$ 13 bilhões anuais. Para as emissoras de TV, isso muda tudo. Porque elas perdem o controle sobre os anúncios, e o dinheiro que trazem.

Claro, nada será imposto – até porque as emissoras produzem e controlam a programação. Só vão aderir ao sistema do Google se quiserem. Mas haverá forte pressão do mercado publicitário para que isso aconteça, por um motivo simples. É muito mais fácil, e geralmente bem mais barato, publicar um banner usando a plataforma do Google, o AdSense, do que procurar o site no qual você deseja anunciar e tratar diretamente com ele. É por isso que os anúncios na internet custam muito menos do que na “velha mídia”, jornais e revistas. Porque na internet, a propaganda não costuma ser comercializada pelo dono do conteúdo, mas por alguns poucos intermediários - dos quais o maior é o Google.

Se ele tiver sucesso em seu novo projeto, vai acontecer a mesma coisa com a televisão. O preço dos anúncios vai despencar, e os canais de TV terão de se virar com muito menos dinheiro – como já acontece, hoje, com a mídia escrita (os sites quase sempre têm orçamentos muito menores que as publicações impressas). Isso é muito bom para os anunciantes, que passarão a gastar menos. É muito bom para o Google, que vai ganhar bilhões em comissões. Só não é bom para as emissoras – e, consequentemente, para seu público. A programação dos canais abertos tende a ficar pior. A dos canais fechados também (a não ser que os assinantes aceitem pagar mensalidades mais altas, o que é pouco provável). Produzir conteúdo custa dinheiro. Com menos dinheiro, ele fica pior.

Esse cenário pode parecer exagerado ou distante. Não é. Foi exatamente o que aconteceu, num espaço de poucos anos, com a imprensa escrita e sua transição (financeiramente mal-sucedida) para a internet. Tudo mudou, e quando as empresas se deram conta, não tinha mais volta. As emissoras de TV provavelmente sabem disso, e tentarão resistir. A dúvida é se o poder delas, por maior que seja, será suficiente.


Relógio da Apple terá versões de US$ 350 a US$ 10 mil; veja quais são

9 de março de 2015

Acabou de terminar a apresentação do tão esperado Apple Watch, nos EUA. O evento começou falando de aplicativos. Um da HBO, que dará acesso a toda programação da emissora (nos Estados Unidos) e vai custar 15 dólares por mês (idem) e cinco novos apps médicos, desenvolvidos em parceria com instituições de pesquisa. Parecem meio invasivos – tanto que a Apple fez questão de dizer que não tem acesso aos seus dados. E-health ainda é uma coisa controversa.

Depois veio o novo Macbook Air, que agora se chama apenas Macbook. Ele é incrivelmente fino. Na parte mais grossa, a de trás, tem apenas 1,3 cm de espessura (24% menos que o já esbelto antecessor). Na parte da frente, parece um pedaço de papel. Bem impressionante. Isso só é possível porque a máquina tem algumas inovações físicas: a placa-mãe é 67% menor, e a bateria é esculpida em camadas, para aproveitar ao máximo o espaço interno. O notebook pesa 900 gramas, 180 a menos que o antecessor, tem tela de 12 polegadas do tipo “Retina” (2304×1440 pontos) e um teclado diferente, 40% mais fino. Pelo vídeo da Apple, as teclas parecem ter curso menor (ou seja, “afundam” menos durante a digitação, o que pode ser um problema). A conferir.

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Mas o mais polêmico é que o novo Macbook tem apenas UMA porta, que substitui absolutamente todas as outras: USB, HDMI, DVI, energia… A Apple com certeza venderá um adaptador que permita usar essas coisas ao mesmo tempo (conectar o notebook a uma tv ao mesmo tempo em que você o carrega na tomada, por exemplo), mas vamos ver como funciona na prática. É uma mudança ousada. O novo Macbook estará disponível em três cores -prateado, dourado e cinza- e vai custar a partir de US$ 1.299. O Macbook Air da geracão anterior continuará sendo vendido (a US$ 899, um preço bem bom).

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Até que finalmente chegou a hora do Apple Watch. Ele terá Apple Pay, ou seja, poderá ser usado para pagar compras (em estabelecimentos que aceitem essa tecnologia; 900 mil nos EUA, segundo a Apple), e como tíquete de embarque quando você for viajar de avião. Basta passar o seu pulso num leitor. Bem bacana. A questão da segurança ficou meio em aberto -o que acontece se o relógio for roubado ou perdido? Afinal, o Apple Watch não tem leitor de digitais, como o iPhone. Em tese, seria possível usar o sensor cardíaco do relógio como autenticador (porque a sua frequência cardíaca oscila num padrão único, só seu). A pulseira Nymi já usa essa tecnologia. Mas a Apple não disse nada a respeito. Se precisar de senha, o Apple Pay será um pouco menos legal.

A Apple também mostrou um pouco melhor como o relógio funciona, e pra que serve. Você pode ver sua agenda, cotações de ações, resultados esportivos, tuites e horários de voos. E também, eis o pulo do gato, as notificações de qualquer um dos apps instalados no seu iPhone. Pense em quantas vezes você tira o celular do bolso a cada dia, e quantas são porque o telefone tocou/vibrou com alguma notificação. Com o relógio, dá pra ver tudo isso só virando o pulso. Uma dúvida é como isso será gerenciado. Se todos os apps começarem a bombardear o relógio com notificações, você vai ficar doido (e a bateria vai acabar rapidinho). Já se nenhum deles fizer isso, e as notificações “de pulso” tiverem de ser autorizadas uma a uma, será um saco. O ideal é que o iOS tenha uma certa inteligência e decida sozinho o que fazer nos principais casos.

Por falar em bateria, a Apple foi lacônica nesse aspecto. Tim Cook disse apenas que dura “o dia todo”, sem especificar tempo e condições de uso, e já emendou dizendo como o carregador é bonito e prático (‘gruda’ magneticamente ao relógio). Porque, provavelmente, você terá de usá-lo muito.

O Apple Watch será lançado dia 24 de abril em nove países -o Brasil não é um deles-, e terá três versões. A Sport, feita de alumínio (US$ 349 no modelo menor, mais feminino, e US$ 399 o maior, mais masculino).  A Collection, feita de aço (US$ 550 a US$ 1100). E a inacreditável versão de ouro maciço, “a partir de US$ 10 mil”. Dez mil dólares é uma fortuna, inclusive para os relógios tipo Rolex, que duram para sempre e passam de geração em geração. Imagine para um gadget que fica obsoleto após dois ou três anos. O Apple Watch de ouro é meio que uma brincadeira, para gerar buzz.

Os relógios inteligentes não são, nem de longe, revolucionários como os smartphones foram. Não vão mudar a vida de ninguém (e é chato ter que ficar se preocupando em recarregar sua bateria). Mas são úteis e tornam mais fácil e agradável o uso do celular. Os modelos com Android já estão no mercado há um ano e ainda não emplacaram, mas o Apple Watch deve vender bem – inclusive porque, queira-se ou não, tende a virar um símbolo de status.


TVs da Samsung interrompem filmes para mostrar anúncio à força

11 de fevereiro de 2015


A cada 20 ou 30 minutos, a SmartTV da Samsung interrompe o que você está vendo – e insere um anúncio da Pepsi, que ela baixa automaticamente da internet. Não se trata das propagandas normais, exibidas pelos canais de televisão. É um anúncio a mais, gerado pela própria TV, e que se sobrepõe a arquivos que você baixou (filmes, por exemplo). O problema está relacionado ao sistema de publicidade do Yahoo, que vem ativado de fábrica em certas televisões da Samsung. Para desligar as propagandas, é preciso fazer um caminho pouco intuitivo: clicar em SmartHub => Terms & Policy => Yahoo Privacy Policy e desmarcar a opção “Agree”.

A Samsung admitiu o problema, que afeta aparelhos nos EUA e na Austrália, e disse que irá distribuir uma atualização de software para que a propaganda seja desligada por default. Não é a primeira vez que acontece algo do tipo (algumas TVs da Panasonic mostram banners publicitários quando são ligadas). Mas é especialmente intrusivo, porque os anúncios aparecem várias vezes e durante o uso da televisão.

Na semana passada, as TVs da Samsung foram acusadas de usar o microfone interno para monitorar o que está sendo dito na sala. Não é bem assim. O escândalo surgiu porque a licença de uso de certos modelos dizem que “o que você diz pode ser gravado e enviado para terceiros”. Mas a televisão só escuta quando você se dirige a ela com comandos de voz específicos – manda pesquisar o nome de um filme ou ator ou mudar de canal, por exemplo.

Seja como for, vale lembrar que as smart TVs, de todas as marcas, são computadores – que, como tais, podem ser hackeados. Em 2012, por exemplo, surgiu um método para invadir TVs da Samsung e ligar a câmera. Ele era pouco eficaz, e a brecha já foi corrigida. Mas é bom ficar de olho.


Facebook lança app 100 vezes mais leve para países pobres; veja como ele é

26 de janeiro de 2015


O aplicativo, que é para Android e se chama Facebook Lite, foi lançado neste final de semana em oito países: Bangladesh, Nepal, Nigéria, África do Sul, Sudão, Sri Lanka, Vietnã e Zimbábue, nações que têm em comum a pobreza, os smartphones lentos e a internet ruim. O Facebook Lite tem apenas 252 Kbytes, ou seja, é 100 vezes menor do que o aplicativo tradicional – o que torna muito mais fácil baixá-lo em redes 2G como as presentes nesses países. Ele também exige menos poder de processamento do celular e gasta menos banda durante o uso. Parece interessante, e não só para quem tem internet fraca. Bem que o Facebook poderia liberá-lo para uso no Brasil.