Re:Bit Re:Bit

Por Atualizado em 30/06/2015

applemusic
O Apple Music, que foi apresentado em junho, acaba de entrar no ar. Ele é um serviço de música por streaming, ou seja, você pode escutar o que quiser dentro de um acervo com milhões de músicas. Exatamente como Spotify e Deezer, mas com algumas diferenças. O Apple Music tem uma estação de rádio ao vivo, com locutor e tudo (ela se chama Beats One), e promete mais  ênfase na curadoria do conteúdo – com playlists criadas por experts em música, não por algoritmos. Sua interface supostamente é melhor. E, o principal, ele não é gratuito. Custa US$ 10 mensais.

Mas você pode experimentar de graça por três meses. No iPhone ou iPad, o caminho é atualizar o iOS para a versão 8.4, lançada hoje. Ela traz o aplicativo do Apple Music (e, antes que você pergunte, não ocupa muito espaço: tem 180 MB). É só clicar em Ajustes, Geral e Atualização de software. No Mac ou PC, é necessário atualizar o iTunes para a versão 12.2 – que ainda não foi liberada, mas deve sair nas próximas horas. Feito isso, basta acessar o serviço usando sua senha da Apple (ele está em português e aceita login da App Store brasileira). Também haverá uma versão para Android, mas só nos próximos meses.

Por Atualizado em 22/06/2015

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A partir do dia 1 de julho, a Amazon vai adotar um novo modelo de remuneração. Os autores não serão mais pagos de acordo com a quantidade de livros vendidos – mas conforme o número de páginas que tiverem sido lidas, de cada livro, ao todo, no Kindle. É uma experiência, e por enquanto só valerá para os livros publicados pela própria Amazon (no esquema Kindle Direct Publishing) e acessados por meio do Kindle Unlimited – um serviço que permite baixar livros à vontade por US$ 10 mensais. Mas não é impossível que, a depender do resultado, o novo esquema venha a ser adotado com os demais ebooks.

Segundo a Amazon, a ideia é remunerar os escritores de forma mais justa: quem escreve mais, e é mais lido, ganha mais. À primeira vista, é difícil argumentar contra essa lógica. De certa forma, só reproduz digitalmente algo que já acontece no mundo offline (livros de papel com mais páginas tendem a custar mais caro). Mas também abre espaço para distorções preocupantes. Com o pagamento por página, os escritores passam a ter um estímulo fortíssimo para enrolar, ‘encher linguiça’. Mas o pior é que, na prática, receberão muito menos. Por um motivo simples.

As pessoas dificilmente leem 100%, de cabo a rabo, todos os livros que compram. Todo mundo para no meio, desiste às vezes. É normal. Como é normal ir ao cinema, não gostar do filme e sair na metade, ou ir a um restaurante e deixar comida no prato. Acontece. Mas, nesses casos, paga-se o preço inteiro – porque o trabalho que outras pessoas tiveram para fazer aquilo não muda por você não ter gostado.

Se a Amazon quiser ir adiante com o pagamento por página, e adotá-lo em todos os ebooks, certamente enfrentará resistência de editoras e escritores. A dúvida é quão forte, ou eficaz, ela poderá ser. Porque a Amazon é muito grande, controla mais da metade do mercado de livros na internet e tem força para impor preços e condições. Talvez o mercado de livros vá passar pelo que aconteceu com a música – onde os artistas recebem menos de US$ 0,01 a cada vez que uma de suas faixas é tocada.

Por Atualizado em 17/06/2015


A brecha afeta os celulares Galaxy S6, S5, S4, S4 Mini, e outros modelos – ao todo, estima-se que 600 milhões de aparelhos estejam vulneráveis. O problema está no aplicativo “Teclado Samsung”, que vem instalado de fábrica. De tempos em tempos, esse app verifica se existe alguma atualização disponível na internet. Porém, se um hacker estiver conectado à mesma rede Wi-Fi que você, pode interferir nesse processo e plantar uma versão falsa do “Teclado” no seu celular. A partir daí, assume o controle do aparelho – podendo roubar dados, como contatos e senhas.

É um problema sério. Enquanto não surge uma atualização para corrigir a falha, a melhor coisa a se fazer é evitar redes Wi-Fi que sejam totalmente abertas (não exijam senha). Ou se conectar a elas usando uma VPN (Virtual Private Network) – para fazer isso, é só instalar e rodar o aplicativo Opera Max, que é grátis.

PS: a Samsung ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto. O post será atualizado quando isso ocorrer.

Update 18/6: A empresa enviou a seguinte nota: “A Samsung considera possíveis ameaças de segurança um assunto de extrema relevância. Estamos cientes das questões relatadas por vários meios de comunicação e empenhados em oferecer o que há de mais recente em segurança móvel. O Samsung Knox tem a capacidade de atualizar a política de segurança dos smartphones, automaticamente e sempre que necessário, para invalidar quaisquer vulnerabilidades potenciais. As atualizações de políticas de segurança começarão a ser implementadas em poucos dias. Além disso, também estamos trabalhando com a SwiftKey, desenvolvedora do teclado, para controlar eventuais riscos daqui para frente”.

Por Atualizado em 09/06/2015

Oi pessoal, tudo bem? Chegou a segunda edição do Teste SUPER! Neste mês, ele é sobre caixas de som Bluetooth, sem fio. Testamos seis – e publicamos os resultados na revista e, em vídeo, aqui no blog. Qual delas é a melhor? Clique aí em cima para descobrir. Abraço!

PS: se você gostar, confira também o vídeo do Teste SUPER #1: máquinas de café expresso.

Por Atualizado em 08/06/2015

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Acaba de começar a WWDC (Worldwide Developers Conference), evento em que a Apple mostra suas novidades de software. O primeiro anúncio foi a nova versão do OS X, que foi batizada de “El Capitain” (é o nome de uma formação rochosa no parque Yosemite, na Califórnia). O sistema operacional vem com algumas melhorias no Safari (que agora, como no Chrome, permite “pinar” abas: deixar sempre abertas, no canto da tela, as páginas que você mais usa), no buscador de arquivos Spotlight (agora com informações da internet, como previsão do tempo e cotações de ações), e no gerenciador Mission Control – que tornou mais fácil organizar as suas janelas. É bom, mas não é nada demais. As promessas sobre desempenho é que chamaram a atenção: segundo a Apple, os programas abrem até 40% mais rápido no novo sistema (fazendo algumas adaptações no código dos apps, é possível conseguir mais – e renderizar efeitos de vídeo 50% mais depressa, por exemplo). Se for verdade, vai ajudar muito quem usa programas pesados, como o pacote Adobe. A conferir. O novo OS X será gratuito, e chega nos próximos meses.

 

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Depois foi a vez do iOS 9. Os destaques são a assistente pessoal Siri, que ficou bem mais esperta, e os recursos ‘preditivos’. O Mail analisa as mensagens, vê quais delas dizem respeito a reuniões – e adiciona automaticamente os compromissos ao seu calendário. O calendário, por sua vez, olha os seus compromissos, vê como está o trânsito – e diz a que horas você tem de sair para chegar lá. Quando chamada, a Siri mostra atalhos para os apps mais úteis em cada momento do dia (Spotify quando você está no ônibus e táxi à noite, por exemplo). Tudo bem esperto. É uma resposta direta, e aparentemente competente, da Apple ao Google Now, que já faz coisas parecidas.

 

apple pay
A empresa aproveitou para lembrar que o sistema de pagamentos Apple Pay já é aceito em 1 milhão de estabelecimentos comerciais nos EUA, e está chegando ao segundo país: a Inglaterra, em 250 mil estabelecimentos comerciais. É uma vitória para a Apple, e é mais longe do que qualquer outra empresa de tecnologia conseguiu ir – o Wallet, sistema de pagamentos do Google, nunca chegou nem perto -, mas dá uma ideia da dificuldade que é entrar no mercado de pagamentos (o Apple Pay está no mercado há quase dois anos, e só agora vai além dos EUA).

 

apple news
O aplicativo mais interessante do iOS 9 é um novo: o News. É um leitor de notícias, ou seja, serve para você receber e ler textos dos seus sites preferidos. Ele é inteligente, analisa os seus hábitos de leitura e sugere artigos baseado nisso. Já existem diversos apps do tipo, do Feedly ao Flipboard, mas eles não são tão populares quanto poderiam ser (a maioria das pessoas lê notícia no Facebook, e pronto). Com o aplicativo da Apple, a coisa tem uma chance maior de decolar. Resta saber se o programa aceitará o formato RSS, ou se vai exigir que os sites publiquem as atualizações num formato próprio – e, se os artigos vierem adornados por banners publicitários, quem vai receber por eles (se a Apple quiser uma porcentagem do dinheiro, e provavelmente vai, os sites não vão gostar muito).

 

ios 9 multitask
No iPad, a grande novidade é que o iOS 9 permite fazer multitarefa real, ou seja, ter dois apps abertos na tela ao mesmo tempo. Dá pra navegar na internet e bater papo pelo Messages, ou escrever um email enquanto você assiste a um vídeo. Bem legal. Para instalar o iOS 9, será preciso ter 1,8 GB de espaço livre. A versão beta sai em julho – a final, entre setembro e dezembro. Todos os aparelhos que hoje rodam o iOS 8 poderão fazer a atualização (embora sempre seja bom esperar um pouco antes de baixar).

 

apple music
Para fechar a apresentação, mostraram o tão esperado Apple Music – um serviço de música por streaming. Ele vai ter uma estação de rádio ao vivo, a Beats One, com DJs e programação própria, e também milhões de músicas para você ouvir quando quiser. Bem parecido como os atuais serviços de streaming, só que mais bonito (e com clipes também). O serviço vai custar US$ 10 mensais, estará disponível no dia 30 de junho e vai funcionar em iOS e em Android também. Spotify e Deezer têm muito com o que se preocupar.