Re:Bit Re:Bit

Por Atualizado em 16/11/2015

O conjunto de ações, que foi aprovado pelo Parlamento em maio, em resposta ao ataque ao jornal Charlie Hebdo, e já vinha sendo colocado em prática, deverá ser acelerado após os ataques terroristas de sexta-feira. As novas regras permitem que o governo francês monitore, sem mandado judicial, o tráfego de celular e internet de indivíduos suspeitos de terrorismo. Mas não param aí.

Nos casos em que julgarem necessário, as autoridades poderão instalar IMSI catchers – dispositivos sem fio que grampeiam todas comunicações de celular numa determinada área. Além disso, os provedores de acesso à internet serão obrigados a instalar dispositivos de monitoramento para capturar todo o tráfego de seus usuários (inclusive aqueles que não forem suspeitos de terrorismo), e fornecer esses dados à polícia – que irá utilizá-los para fazer investigações. É um procedimento similar ao adotado pela NSA, a superagência de espionagem americana, no programa PRISM.

Os mecanismos de monitoramento podem afetar mesmo quem se conecta à internet de outros países. O Brasil, por exemplo, se liga à rede por meio dos EUA – logo, seus dados estão sujeitos aos mecanismos de captura lá existentes. O sistema francês não terá um impacto tão direto, pois uma parcela muito menor do tráfego brasileiro passa pela França. Mas ele sinaliza um futuro em que todos os países ocidentais vigiam as respectivas redes (neste final de semana, o primeiro-ministro inglês, David Cameron, admitiu a intenção de monitorar a internet na Inglaterra). A tendência é que, cada vez mais, a rede comece a ter fronteiras, com cada país impondo as próprias regras – e capturando todos os dados que passarem pelo seu território.

Por Atualizado em 09/11/2015

iStockEm média, 1 em cada 4 iPhones tem a tela quebrada. Deixar o telefone cair no chão é um dos grandes medos do cotidiano moderno. Entra ano, sai ano, as versões do Gorilla Glass se sucedem – mas o problema persiste, e as ruas continuam cheias de iPhones (e Androids) com tela trincada. Em 2013, a Apple acenou com uma possível solução: investiu US$ 578 milhões na GT Advanced Technologies, que produz vidro de safira. A ideia era usar esse tipo de vidro, muito mais duro, nas próximas gerações de iPhones.

Não deu certo. O vidro de safira acabou só sendo usado na tela do Apple Watch. Nos iPhones, apenas na lente da câmera e no sensor TouchID – e, agora, a explicação disso parece ter emergido. A GT se atrapalhou, não conseguiu produzir o material conforme especificado e foi à falência. Agora, a empresa terá de ceder sua fábrica para a Apple, que deve leiloar os equipamentos e transformar o local num datacenter.

Isso significa que os iPhones continuarão sujeitos a trincas e rachaduras se caírem no chão – problema que também afeta praticamente todos os Androids, com uma exceção: o Moto X Force, que foi lançado na semana passada pela Motorola e é o primeiro celular que se diz realmente “inquebrável” – porque sua tela tem cinco camadas, o que ajuda a dissipar eventuais choques e impactos.

Por Atualizado em 04/11/2015

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Os robôs do Gmail já leem as suas mensagens, para mostrar propagandas relacionadas ao conteúdo delas. Mas e se eles aproveitassem esse momento para fazer algo mais útil – e escrever respostas para os emails que você recebe? É essa a proposta do Smart Reply,  um novo recurso que acaba de ser apresentado pelo Google e entrará no ar ao longo dos próximos dias.

Ele usa uma rede de computadores inteligentes para analisar o conteúdo e o contexto de cada mensagem: olha os termos utilizados, o tom em que foram empregados, quem é o remetente, em qual horário o email chegou, etc. E, a partir daí, sugere três respostas automáticas – entre as quais você pode escolher.  Se um amigo mandar um email perguntando o que você vai fazer nas férias, por exemplo, ele sugere o seguinte: “Não sei”, “Estou pensando nas opções” e “Sim, acabei de te mandar um email falando disso. ”

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Nas primeiras imagens divulgadas pelo Google, as respostas propostas pelo Smart Reply são meio bobinhas. Mas o interessante é que ele usa o sistema de redes neurais, ou seja, é programado para aprender com os próprios acertos (respostas nas quais você clicou) e erros (respostas que você ignorou) e ir ficando mais inteligente. Dada a gigantesca -e não divulgada- quantidade de mensagens processadas pelo Gmail a cada dia, o robô tende a evoluir depressa. Ele entrará no ar com 20 mil respostas programadas na memória.

Inicialmente, o Smart Reply estará disponível no Inbox -aplicativo onde o Google testa recursos experimentais do Gmail- e para mensagens escritas em inglês.

Por Atualizado em 28/10/2015

Na próxima terça, os funcionários do Facebook poderão navegar com velocidade menor, simulando a performance de uma conexão 2G (que na teoria alcança 500 Kbps, mas na prática é mais lenta ainda). A ideia é dar aos engenheiros do site -que poderão ou não participar do teste- uma noção de como ele funciona em regiões onde a internet móvel é ruim. A empresa parece atenta a essa questão. Em junho, liberou para download o Facebook Lite, um aplicativo bem mais leve e que gasta menos banda durante o uso.

Por Atualizado em

telegeographyNo mês passado, um navio militar russo supostamente passou pela costa leste e desceu para o Sul, na direção de Cuba – uma região onde passam os cabos submarinos que transmitem os dados da internet entre EUA e Europa. A informação é do jornal The New York Times, que cita fontes do Pentágono. Segundo autoridades militares dos EUA, que dizem ter monitorado o navio russo, ele estava equipado com dois minissubmarinos. São veículos capazes de ir até os cabos de internet e, teoricamente, instalar dispositivos para grampear todo o tráfego – prática que americanos e russos dominam.

Atualmente, o Brasil está conectado à internet através dos americanos, por meio de cabos submarinos que nos ligam aos EUA. Isso significa que, além de estar sujeito ao monitoramento da National Security Agency, a superagência de espionagem americana, o tráfego gerado no País também pode estar sujeito à vigilância de autoridades russas.