Re:Bit Re:Bit

Por Atualizado em 22/02/2016

burrinho

Na última semana, Apple e FBI começaram uma briga pública em torno do iPhone de Syed Farook, homem que matou 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, no dia 2 de dezembro.  O FBI quer ter acesso ao conteúdo do iPhone (um 5C) porque Farook, que foi morto pela polícia, é suspeito de ligações com grupos terroristas. O problema é que o celular está protegido com senha – e o iOS tem um recurso de proteção que impede sucessivas tentativas de digitar a senha. Depois da décima senha errada, o aparelho fica travado por uma hora a cada nova tentativa. Isso inviabiliza um ataque de “força bruta”, ou seja, ir tentando todas as senhas até acertar.

O FBI quer que a Apple crie uma nova versão do iOS, sem essa proteção, e instale no celular de Farook. A empresa está resistindo. Segundo ela, isso abriria um precedente perigoso, porque todas as outras polícias, de todos os outros lugares do mundo, iriam exigir o mesmo, o que colocaria em risco os usuários do iOS. Mas o mais surpreendente é que o imbroglio começou por causa de um erro do próprio FBI. O iPhone de Farook estava configurado para salvar backups do seu conteúdo no iCloud – onde a Apple poderia facilmente acessá-los, sem precisar quebrar nenhuma proteção. Mas técnicos do FBI inadvertidamente resetaram a senha do iCloud do atirador, e agora a Apple diz que não consegue acessá-lo. A Apple também afirma ter oferecido ao FBI quatro métodos alternativos para acessar o conteúdo do iPhone de Farook, que não exigem a violação do iOS, mas as autoridades não aceitaram.

Isso leva a crer que a investida do FBI tenha um componente político. O órgão quer criar um precedente jurídico, e uma brecha tecnológica, que facilite seu acesso a iPhones no futuro. Porque o celular de Farook nem é tão valioso assim. É bastante possível que o aparelho não contenha nenhuma informação relevante, por dois motivos. Primeiro, era o telefone do trabalho dele, não um aparelho pessoal. Além disso, o terrorista e sua esposa, que o ajudou no ataque, tinham pelo menos outros dois celulares, que destruíram antes da ação. Com o iPhone, eles não fizeram nada.

Por Atualizado em 01/02/2016

titan-aerospace-solar-drone-googleA revelação é do jornal inglês The Guardian, que obteve detalhes sobre a operação – batizada internamente de Project Skybender. De acordo com o jornal, o Google está testando uma frota de drones na Spaceport America, uma base aérea que fica no Novo México e foi construída para servir aos voos espaciais da empresa Virgin Galactic (que registrou um acidente fatal durante testes em 2015, e por isso não deve iniciar sua operação comercial tão cedo).

Os aviões são fabricados pelo próprio Google, que possui uma divisão de drones chamada Google Titan (formada pela aquisição da empresa Titan Aerospace, em 2014). Os drones têm asas longas, cobertas por painéis fotovoltaicos – como são alimentados por energia solar, em tese eles podem ficar no ar indefinidamente -, e são equipados com transmissores de internet 5G, que é quarenta vezes mais rápida do que a 4G. A ideia, no futuro, é criar frotas de drones repetidores de sinal, que serviriam para levar internet de altíssima velocidade a regiões que não têm infraestrutura de telecomunicações.

Por Atualizado em

Oi amigos, tudo bem? Hora de conferir mais um Teste SUPER. Neste mês, ele é sobre… fones de ouvido! Os fones se tornaram um objeto essencial da vida moderna, e hoje existem modelos bem sofisticados (e caros). Se você realmente gosta de música, vale a pena investir num deles. Mas qual é o melhor? Clique aí em cima para ver. Abraço!

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Teste SUPER #8: Ar-condicionado portátil
Teste SUPER #7: Notebooks com Windows 10
Teste SUPER #6: Pizza congelada
Teste SUPER #5: Câmeras de ação
Teste SUPER #4: Fritadeiras sem óleo
Teste SUPER #3: Celular bom e barato
Teste SUPER #2: Caixas de som Bluetooth
Teste SUPER #1: Máquinas de café expresso

Por Atualizado em 18/01/2016

iStock
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Ao mesmo tempo em que pensa no futuro, preparando um sistema de entregas via drones, a Amazon também quer redesenhar o grande meio de transporte de mercadorias do mundo atual: os navios cargueiros. Sem fazer alarde, ela acaba de obter licença para operar cargueiros entre a China e os EUA. Como a Amazon não se manifestou a respeito, não se sabe quantos navios ela terá nem quando começarão a operar. Mas o objetivo é claro: fornecer transporte mais rápido -e mais barato- para as exportações chinesas, que chegarão a seus destinos com preços ainda melhores. Se você já comprou algum produto importado, sabe que o frete corresponde a uma parte grande do preço (inclusive porque os impostos de importação também incidem sobre ele).

Inicialmente, o serviço só irá beneficiar os consumidores americanos. Mas, se a iniciativa der certo, a tendência é que a Amazon se torne uma armadora global, operando cargueiros destinados a todos os principais portos do planeta. Seria bom para os consumidores, e melhor ainda para a Amazon – porque, além de vender mais, a empresa também estaria entrando no gigantesco mercado de transportes marítimos, que movimenta US$ 350 bilhões por ano.

Por Atualizado em 11/01/2016

A fabricante de carros elétricos Tesla Motors acaba de liberar o recurso, que é habilitado por meio de uma atualização no software do carro. O motorista desce, aperta um botão na chave do carro, e o veículo manobra sozinho.  O carro só consegue entrar na garagem, ou seja, não faz baliza sozinho, mas isso é questão de tempo (inclusive porque, desde 2011, a Volkswagen produz um Passat que faz a baliza automaticamente). No ano passado, a Tesla já havia liberado o recurso Lane Assist, com o qual seus carros são capazes de se guiarem sozinhos no meio do trânsito. O piloto automático ainda está em versão beta, e apresenta algumas falhas, mas é bastante avançado – mostra que os carros que dirigem a si mesmos estão quase prontos para as ruas.