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Nova falha de segurança abre iPhone e iPad para vírus; veja como se proteger

11 de novembro de 2014

A Apple analisa minuciosamente todos os aplicativos antes de liberá-los para a App Store. Por isso, o iPhone e o iPad sempre estiveram protegidos contra vírus. Agora, não é mais assim. Uma brecha recém-descoberta permite burlar esse mecanismo de proteção, invadir o iPhone ou iPad de alguém e roubar todos os tipos de dados: fotos, senhas, informações bancárias, etc.

Usando e-mail, SMS ou WhatsApp, o agressor envia um link para a vítima. Esse link pode vir acompanhado de alguma lorota do tipo “olha só que legal esse vídeo”. Quando é clicado, ele executa o vírus. Normalmente, o iOS bloquearia isso – pois só executa programas vindos da App Store. Mas se o vírus tiver o mesmo nome de algum app que já esteja instalado no celular (por exemplo: “com.Google.Gmail”, nome do aplicativo do Gmail), o iOS permite que ele rode. A partir daí, a praga pode assumir controle total do celular – e inclusive se espalhar usando a agenda. Ou seja, os seus contatos receberiam cópias do vírus como se fossem mensagens enviadas por você.

O problema, que foi descoberto pela empresa de segurança FireEye, afeta as versões 7 e 8 do iOS. Enquanto elas não recebem uma correção, a saída é ficar atento. Se você receber algum link suspeito, pergunte para a outra pessoa se ela realmente enviou aquilo, e do que se trata. E se por acaso aparecer alguma janelinha pop-up tentando instalar programas (como esta reproduzida acima), dê “Cancelar”. Avise seus amigos.


Google põe câmera em camelo e grava deserto para o Street View; veja o resultado

8 de outubro de 2014

Depois de explorar a Amazônia, o Google Street View chegou ao deserto – mais precisamente no Oásis de Liwa, que fica nos Emirados Árabes Unidos. A câmera do Google foi carregada pelo camelo Raffia, de 10 anos, que passou um dia inteiro percorrendo o local. O resultado ficou bem interessante. Clique aqui para ver.


Você tem iPad ou iPhone? Leia isto antes de instalar o novo iOS 8, lançado hoje

17 de setembro de 2014


A Apple está liberando hoje, para o público em geral, a nova versão do sistema operacional iOS. Ele traz algumas novidades relevantes, como os teclados alternativos (agora será possível instalar outros teclados, como o popular Swype, no iOS) e as Extensões: que agilizam a troca de dados entre apps (vai ficar muito mais fácil salvar um texto da internet no Instapaper ou postar uma foto no Tumblr, por exemplo) e permitem que eles coloquem alertas na bandeja de notificações do sistema, como já acontece no Android. O iOS 8 é um avanço importante e bem-vindo. Mas não é para todo mundo.

Se você tem iPad 2 ou iPhone 4S, é melhor não instalar a atualização – porque, como apontam os primeiros testes, eles ficam bem lentos com o iOS 8 (agravando os problemas causados, nesses modelos, pelo iOS 7). O processador desses aparelhos simplesmente não tem potência suficiente para rodar bem o novo sistema. No iPhone 4S, a tela também é um problema, pois não acomoda confortavelmente todos os elementos do iOS 8, que foi pensado para telas maiores. E se o seu aparelho tem apenas 8 GB de memória, seja ele qual for, também não é aconselhável instalar o novo sistema – pois ele ocupa quase 1 GB a mais.

Em suma: para quem tem iPad 2 ou iPhone 4S, ou aparelho com pouca memória, é melhor recusar a atualização – que deverá ser oferecida, por meio de uma janelinha pop-up, nas próximas horas ou dias. Do contrário, o seu iGadget ficará lento demais. É possível, embora improvável, que esse problema seja solucionado no iOS 8.1. Mas, por enquanto, é melhor esperar. Avise os amigos.


Novo relógio da Apple tende a se tornar símbolo de status – e por isso dar certo

9 de setembro de 2014

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O evento da Apple, que acaba de terminar nos EUA, teve o previsível e o inesperado. O previsível foi o anúncio do iPhone 6, cujo destaque é a tela bem maior: 4,7 polegadas. Pode não parecer, mas é uma diferença bem grande em relação ao iPhone 5S – e coloca o celular da Apple em pé de igualdade, no quesito tamanho, com os bons celulares Android. O inesperado foi o anúncio do iPhone 6 Plus, com uma enorme tela de 5,5″. É um celular tão grandalhão quanto o Galaxy Note 2, da Samsung. Não é fácil de segurar com uma mão, nem cabe em qualquer bolso. Os smartphones gigantes são desajeitados, mas fazem o maior sucesso: o Galaxy Note já vendeu mais de 50 milhões de unidades. Agora, a Apple tem um. Com isso, abandona de vez o dogma criado por Steve Jobs – que ridicularizava os celulares de tela grande.

Todos os novos iPhones são mais finos que os atuais, mas a diferença é muito pequena – cerca de meio milímetro. A câmera se manteve em 8 megapixels, mas ganhou um novo sensor (e, no caso do iPhone 6 Plus, estabilizador óptico). Uma novidade interessante é o recurso câmera lenta, que permite gravar vídeo a até 240 quadros por segundo. O processador é o novo A8, que segundo a Apple é 20% mais rápido do que o A7. Vai ajudar a “empurrar” seu sistema operacional, o iOS 8. Aliás, o iOS 8 será liberado no dia 17/setembro para quem tem iPhone 4S, iPad 2 ou superiores. Mas, como muita gente aprendeu a contragosto na transição para o iOS 7, vale a pena esperar um pouco antes de baixar (até se certificar de que o sistema não vai deixar seu aparelho lento).

No quesito bateria, a Apple promete desempenho igual ou ligeiramente melhor que o dos iPhones atuais, o que não significa muita coisa (a excecão é o 6 Plus, que promete 20% a mais de autonomia porque é maior, e por isso comporta uma bateria maior). Bateria vai continuar sendo um problema para a maioria das pessoas – principalmente depois que o celular já tem 1 ou 2 anos de uso, e ela começa a perder força.

Os preços são os mesmos de hoje, ou seja, começam em US$ 199 para o iPhone 6 (nos EUA e com contrato de operadora) e US$ 299 para o 6 Plus (idem). No Brasil… pode apostar que continuarão altíssimos. Mas uma mudança pode interessar aos consumidores menos abastados: o iPhone 5S continuará sendo produzido e passará a ser a opção econômica da Apple, ou seja, pode chegar aqui na faixa de R$ 1.000, atualmente ocupada pelo 4S – e por uma porção de excelentes celulares Android. Os novos iPhones serão lançados no dia 19 de setembro nos EUA – e em mais 115 países, o que muito provavelmente inclui o Brasil, até o final do ano.

digital crown
O vidro dos novos iPhones nao é de safira, algo esperado desde que a Apple comprou uma fábrica desse material nos EUA. A empresa diz apenas que o vidro é “reforçado por íons”, seja lá o que isso signifique. O vidro de safira, como o usado em relógios mais caros, seria um avanço considerável – porque criaria iPhones essencialmente inquebráveis. Mas a empresa usou a safira em seu outro produto: o Apple Watch. Sim, ele apareceu. Todo mundo esperava que a Apple fosse lançar um relógio – mas poucos apostariam que fosse ser quadrado (um mostrador redondo, como o do Moto 360, parecia mais provável).

Apesar do formato convencional, ele traz novidades interessantes para os smartwatches. Sua coroa (pino lateral) funciona como botão Home e para dar zoom na tela. Que sente, além do toque, também a pressão dos dedos (apertar com mais força, gesto que a Apple batizou de Force Touch, aciona funções como trocar o mostrador do relógio). Também tem um sensor que mede os seus movimentos e batimentos cardíacos. A Apple mostrou alguns aplicativos, que avisam sobre horários de voo, dizem se o trem está vindo, mostram onde seu carro está. Mais ou menos como os relógios com Android Wear.

Como no caso dos iPhones, o Apple Watch tem dois tamanhos – um mais discreto e outro maiorzinho, ambos com diversas opções de acabamento e pulseira. E aí está a chave de tudo. Porque, mais do que um sistema operacional bacana e recursos interessantes, a Apple levou em conta o que as pessoas mais buscam num relógio: a estética. Relógios são acessórios de moda, e ninguém quer usar um idêntico ao de outra pessoa (coisa que pode acontecer com o Moto 360 ou com os relógios da LG e da Samsung, que oferecem bem menos opções de personalização). Além disso, o Apple Watch vai custar US$ 349 e seu uso exigirá um iPhone (5 ou posterior). É uma combinação que vai custar caro, em especial no Brasil. Por isso, tende a ser símbolo de status – e por isso vai ser desejada, como o iPhone já foi. E, por isso, tende a vender bem. Quando o relógio for lançado, no começo do ano que vem, saberemos.


Facebook cria tag para identificar posts de mentira

18 de agosto de 2014

satire
O Facebook começou a usar a tag “Sátira” para classificar alguns dos posts - como os publicados pelo site de humor The Onion, cuja especialidade é fazer graça parodiando o noticiário (suas matérias têm títulos como “Policial não diferencia suspeitos negros e pardos”, ou “Nova montanha-russa tem 15 mil km”). A tag é aplicada automaticamente e, segundo o Facebook, foi um pedido dos usuários, que não estavam conseguindo diferenciar realidade e ficção. A classificação só funciona com conteúdo em inglês, e ainda está em testes. Mas, considerando a quantidade de boatos e notícias falsas que aparecem no Facebook, um filtro poderia ser bem útil.