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Por Atualizado em 01/08/2016

Whatsapp QuebradoBrecha recém-descoberta revela como polícia pode ler conteúdo do app

A descoberta é do pesquisador americano Jonathan Zdziarski, que analisou a versão mais recente do WhatsApp para iOS e constatou que as mensagens deletadas pelo usuário continuam no iPhone. Quando você apaga uma conversa, o WhatsApp olha a memória do celular e vai até o pedacinho onde o chat estava armazenado. Aquele espaço é marcado como “disponível para uso”, ou seja, o iOS e os demais apps o enxergam como se ele estivesse vazio.

Só que não está. As informações continuam na memória do celular, e lá permanecem até que algum outro arquivo seja gravado “por cima” delas – o que, dependendo de como a pessoa usa o celular, pode demorar muito tempo ou nem acontecer. Enquanto não acontece, é possível recuperar o conteúdo das mensagens. Basta ter acesso físico ao celular. As mensagens estão protegidas pela criptografia do iOS, mas ela pode ser quebrada (o FBI tem comprovadamente a capacidade de fazer isso, e possivelmente outros órgãos governamentais também).

Zdziarski não analisou o WhatsApp de Android. Mas ele usa o mesmo tipo de banco de dados, ou seja, em tese também permite a recuperação de mensagens – e de forma eventualmente mais fácil, já que no Android a criptografia nem sempre vem ativada de fábrica.

A descoberta abre um novo capítulo na disputa entre forças policiais e o WhatsApp, que recentemente foi bloqueado em todo o Brasil por se recusar a fornecer o conteúdo de mensagens a autoridades. O WhatsApp alega que não tem acesso aos chats, que são criptografados em todo o seu percurso pela internet. Se a polícia tiver acesso físico a um celular, pode recuperar as mensagens dele – inclusive se já tiverem sido deletadas.

Por Atualizado em 27/07/2016

Oi amigos, tudo bem? Chegou mais um Teste SUPER. Que, neste mês, é sobre… hambúrguer de micro-ondas! Eles já vêm prontinhos, com o pão, o queijo e a carne montados. É só esquentar e comer. A coisa mais prática já inventada – e uma das mais industrializadas também (contém dezenas de ingredientes, e a carne mistura de boi, porco e frango). Não são o alimento mais saudável do mundo. Mas são gostosos? Qual o melhor? Para descobrir, provamos sete. Clique aí em cima para ver. Abs!

VEJA TAMBÉM:
Teste SUPER#14: Soundbars
Teste SUPER #13: Aspiradores-robô
Teste SUPER #12: Bikes elétricas
Teste SUPER #11: Música por streaming
Teste SUPER #10: Smartwatches
Teste SUPER #9: Fones de ouvido
Teste SUPER #8: Ar-condicionado portátil
Teste SUPER #7: Notebooks com Windows 10
Teste SUPER #6: Pizza congelada
Teste SUPER #5: Câmeras de ação
Teste SUPER #4: Fritadeiras sem óleo
Teste SUPER #3: Celular bom e barato
Teste SUPER #2: Caixas de som Bluetooth
Teste SUPER #1: Máquinas de café expresso

Por Atualizado em 18/07/2016

cia_homePokémon Go já ultrapassou o Twitter e o Facebook: tem mais usuários que o primeiro, e mais engajamento (tempo de uso por pessoa, por dia) que o segundo. Um fenômeno sem precedentes na indústria de games, que fez as ações da Nintendo dispararem. Tudo graças à sua gameplay inovadora, que junta geolocalização com realidade aumentada.

Mas a Nintendo meio que só emprestou a marca e os personagens de Pokémon. O game foi desenvolvido por outra empresa: a Niantic. Ela existe desde 2010, e seu produto mais conhecido é o Ingress, um jogo baseado em geolocalização, muito parecido ao Pokémon Go, lançado em 2012. A Niantic nasceu como subsidiária do Google (desde 2015, é uma empresa independente, mas ainda tem o Google como grande acionista).

A Niantic é uma criação do americano John Hanke. Ele foi para o Google em 2004 – quando sua empresa, a então (e até hoje) quase desconhecida Keyhole, foi comprada pelo Google. Hanke havia inventado um software que juntava fotos de satélite – com a aquisição, esse programa foi transformado no Google Earth. E Hanke chegou a ser vice-presidente de mapas do Google.

A Keyhole, por sua vez, foi financiada pelo fundo In-Q-Tel – o braço de investimentos tecnológicos da CIA. A missão oficial do In-Q-Tel é “identificar, adaptar e implementar soluções tecnológicas para suportar as missões da CIA e da comunidade americana da inteligência”. Ele costuma investir em coisas que possam ser usadas para espionagem (como você pode ver na lista de 38 empresas que apoia atualmente). Não é difícil entender por que a Keyhole interessava à CIA: ela permitia olhar, como depois o Google Earth e o Maps passaram a permitir, qualquer ponto do globo.

E são justamente os mapas online que formam, hoje, o coração do Pokémon Go. Além da origem ligada à CIA, o game também tem levantado certa desconfiança (inclusive de um senador americano) porque pede acesso a todos os contatos do telefone, retira direitos legais dos usuários e supostamente exige o direito de ler todos os emails deles: coisa que os criadores do game negam (o jogo ganhou uma atualização para deixar a negativa mais clara).

Por Atualizado em 28/06/2016

Oi amigos, tudo bem? Chegou mais um Teste SUPER. Neste mês, ele é sobre… soundbars! Pendure uma na parede (ou coloque no rack da TV) e veja filmes com som de cinema, sem precisar encher a sala de equipamentos. As soundbars também têm conexão Bluetooth, ou seja, dá para ouvir as músicas do seu celular (inclusive via serviços de streaming, como o Spotify). Em suma: soundbar é um produto bem legal. Mas qual delas é a melhor opção? Para descobrir, testamos cinco. Clique aí em cima para ver. Abs!

PS: se você quiser consultar os gráficos de resposta de frequência, que menciono no vídeo, pode baixá-los clicando neste link (ZIP).

VEJA TAMBÉM:
Teste SUPER #13: Aspiradores-robô
Teste SUPER #12: Bikes elétricas
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Teste SUPER #10: Smartwatches
Teste SUPER #9: Fones de ouvido
Teste SUPER #8: Ar-condicionado portátil
Teste SUPER #7: Notebooks com Windows 10
Teste SUPER #6: Pizza congelada
Teste SUPER #5: Câmeras de ação
Teste SUPER #4: Fritadeiras sem óleo
Teste SUPER #3: Celular bom e barato
Teste SUPER #2: Caixas de som Bluetooth
Teste SUPER #1: Máquinas de café expresso

Por Atualizado em 27/06/2016

googleQuando você usa um serviço do Google, qualquer um, aceita que ele armazene e use os seus dados. Ao longo do tempo, isso permite que o Google reúna informações a seu respeito. É bastante coisa – provavelmente bem mais do que você imagina. Agora você mesmo pode ver, acessando uma página que pouca gente conhece:  https://history.google.com/history/. Vale a pena fazer isso, pois você encontrará coisas surpreendentes – e também poderá, se quiser, desativar ou deletar certos itens.

Screen Shot 2016-06-27 at 6.43.04 PMO primeiro item da lista se chama Atividade na Web e de Apps, e reúne dois tipos de informação. Tudo o que você buscou no Google e, se você usa o navegador Chrome, uma lista com todos os sites que visitou (inclusive os que nada tem a ver com o Google e seus serviços). Sim: se você usa o Chrome, a sua navegação é monitorada. A justificativa disso é que, como a barra de endereços do Chrome tem buscador integrado, o Google precisa ficar vigiando o que você digita para detectar eventuais tentativas de pesquisa. Se o seu celular é Android, também aparece uma lista com todos os apps que você usou, e os horários em que abriu cada um. A relação inclui todos os apps, inclusive os não-Google, o que é questionável – é como se Microsoft e Apple monitorassem os softwares que você roda no seu PC ou Mac.

No item seguinte, Atividade de Voz e Áudio, você pode escutar todos os comandos de voz que já deu ao Google (geralmente, buscas que ditou no celular). É divertido, e não muito perturbador.  Depois vem um item chamado Informações do dispositivo, sem muito drama – é só uma lista em que dias e horários o seu celular se conectou aos servidores do Google para fazer backup. Beleza.

Screen Shot 2016-06-27 at 6.44.41 PMO próximo item, que se chama Histórico de Localização, é polêmico. Como a gente revelou em 2014, o Google mantém uma lista com todos os lugares onde você esteve – atualizada momento a momento, dia após dia, ano após ano. Basta andar com um celular (Android) no bolso. É um retrato bem preciso (e invasivo) da sua vida. No site, você pode ver o mapa com todas as suas andanças. E também desabilitar esse monitoramento – basta clicar em Pausar histórico de localização (em 2014, o único jeito era desligar os serviços de localização do celular, o que causava problemas com apps).

Para completar, há dois itens relacionados ao YouTube, listando os vídeos que você viu e procurou. Nada demais. Mas nosso passeio reserva uma última surpresa: a página Control your Google Ads. Nela aparecem os assuntos pelos quais o Google acha que você tem interesse (e utiliza para gerenciar banners publicitários). Sabe quando você pesquisa alguma coisa que está pensando em comprar, como sapatos ou uma geladeira, e subitamente todos os sites passam a mostrar aquilo? Aqui está o motivo.

Você pode desligar a personalização – o que pode reduzir a relevância dos anúncios, mas melhora a sua privacidade. Basta ir até o item Ads based on your interests e selecionar Off (para completar, entre em Control signed out ads e também selecione Off). Você receberá anúncios genéricos, cuja seleção só leva em conta critérios gerais, como a cidade em que você mora – e não utiliza dados pessoais coletados pelo Google.

Ufa, acabou. Ou melhor, quase. A lista não inclui dados coletados pelo Waze (que pertence ao Google) nem pelo Gmail – cujo banco de informações coletadas não pode ser acessado ou manipulado pelo usuário.