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Por Atualizado em 29/02/2016

hololens2016Um ano depois de ser apresentado, em uma demonstração que encantou a crítica (e depois se revelou um pouco exagerada), o Microsoft HoloLens finalmente começará a ser vendido. A partir do dia 30 de março, será possível comprar uma versão beta do aparelho, destinada a desenvolvedores de software, por US$ 3.000. Ao confirmar a data, a Microsoft revelou algumas informações sobre o hardware dos óculos (que têm processador Intel, 2 GB de memória RAM, rodam Windows 10 e pesam 579g) e divulgou a lista de sete aplicativos que serão lançados junto com ele.

O primeiro se chama HoloStudio, e serve para criar objetos e cenários holográficos com o HoloLens. É uma ferramenta de desenvolvimento, que criadores de software poderão usar para gerar outros apps compatíveis com os óculos da Microsoft.

 

Os óculos também virão de fábrica com uma versão do Skype, cujo diferencial é o seguinte: além de ver a outra pessoa, você também pode interagir com hologramas sobrepostos às imagens de onde você está. A ideia é que, no futuro, o Skype “holográfico” seja usado por engenheiros e cirurgiões – e também em situações mais prosaicas, como quando você precisar de ajuda para consertar a pia do banheiro (veja exemplos no vídeo abaixo).

 

O terceiro app se chama HoloTour. Como seu nome sugere, ele traz passeios virtuais, em 360 graus, por lugares famosos (os dois primeiros são Roma e Machu Picchu). O HoloLens também virá com três games: Fragments, Young Conker e RoboRaid – uma demo deste último, em que o jogador luta contra objetos holográficos projetados na sala de casa, pode ser vista abaixo:

 

O último app se chama Actiongram, e segue mais ou menos a mesma linha do HoloStudio: é uma ferramenta para criar vídeos holográficos interativos.

 

Além dos apps, a Microsoft também apresentou o Clicker, um dispositivo com o qual é possível interagir com os hologramas projetados pelo HoloLens (selecionando itens exibidos e confirmando opções).  clicker

 

O sucesso ou fracasso do HoloLens dependerá inteiramente do uso que os desenvolvedores de software fizerem dele. Se os óculos começarem a ganhar apps interessantes e atraentes, poderão se tornar um produto comercial viável. Do contrário, repetirão o malsucedido caminho do Google Glass – que ficou dois anos disponível para desenvolvedores (e um ano à venda ao público em geral), mas acabou sendo descontinuado em 2015.

Por Atualizado em 24/02/2016

Bem, amigos! Chegamos a mais um Teste SUPER. Neste mês, ele é sobre… smartwatches. Os relógios inteligentes podem parecer -e são- um luxo supérfluo, mas tornam a rotina mais fácil: porque permitem resolver uma porção de coisas sem precisar tirar o celular do bolso (coisa que, segundo um estudo inglês, as pessoas fazem em média 85 vezes ao dia). Mas para que servem os smartwatches, afinal? E qual deles é o melhor? Para descobrir, testamos cinco. Confira!

VEJA TAMBÉM:
Teste SUPER #9: Fones de ouvido
Teste SUPER #8: Ar-condicionado portátil
Teste SUPER #7: Notebooks com Windows 10
Teste SUPER #6: Pizza congelada
Teste SUPER #5: Câmeras de ação
Teste SUPER #4: Fritadeiras sem óleo
Teste SUPER #3: Celular bom e barato
Teste SUPER #2: Caixas de som Bluetooth
Teste SUPER #1: Máquinas de café expresso

Por Atualizado em 22/02/2016

free basicsO governo indiano decidiu proibir o Free Basics, um serviço que foi criado pelo Facebook e fornece acesso grátis, no celular, a alguns sites e aplicativos (como Wikipedia, BBC e previsão do tempo). A ideia é dar acesso à internet para quem não pode pagar por ele. Mas, segundo o governo, isso também gera uma forte distorção – porque o Facebook escolhe os sites e apps que farão parte do Free Basics, e por isso passa a ter um poder gigantesco sobre a internet. Na prática, ele passa a ser uma espécie de administrador da rede, determinando quais projetos de internet terão ou não sucesso. No Brasil, o Marco Civil da Internet proíbe iniciativas como o Free Basics, pois elas violam o conceito de neutralidade da rede (pelo qual todos os sites e serviços devem ter os mesmos custos e condições de tráfego).

Mark Zuckerberg disse que o Facebook irá modificar o Free Basics para tentar conseguir aprovação. Mas a World Wide Web Foundation, entidade criada por Tim Berners-Lee (inventor da web), elogiou a decisão do governo indiano. O país tem 243 milhões de pessoas conectadas à internet, atrás apenas de EUA e China.

Por Atualizado em

burrinho

Na última semana, Apple e FBI começaram uma briga pública em torno do iPhone de Syed Farook, homem que matou 14 pessoas em San Bernardino, na Califórnia, no dia 2 de dezembro.  O FBI quer ter acesso ao conteúdo do iPhone (um 5C) porque Farook, que foi morto pela polícia, é suspeito de ligações com grupos terroristas. O problema é que o celular está protegido com senha – e o iOS tem um recurso de proteção que impede sucessivas tentativas de digitar a senha. Depois da décima senha errada, o aparelho fica travado por uma hora a cada nova tentativa. Isso inviabiliza um ataque de “força bruta”, ou seja, ir tentando todas as senhas até acertar.

O FBI quer que a Apple crie uma nova versão do iOS, sem essa proteção, e instale no celular de Farook. A empresa está resistindo. Segundo ela, isso abriria um precedente perigoso, porque todas as outras polícias, de todos os outros lugares do mundo, iriam exigir o mesmo, o que colocaria em risco os usuários do iOS. Mas o mais surpreendente é que o imbroglio começou por causa de um erro do próprio FBI. O iPhone de Farook estava configurado para salvar backups do seu conteúdo no iCloud – onde a Apple poderia facilmente acessá-los, sem precisar quebrar nenhuma proteção. Mas técnicos do FBI inadvertidamente resetaram a senha do iCloud do atirador, e agora a Apple diz que não consegue acessá-lo. A Apple também afirma ter oferecido ao FBI quatro métodos alternativos para acessar o conteúdo do iPhone de Farook, que não exigem a violação do iOS, mas as autoridades não aceitaram.

Isso leva a crer que a investida do FBI tenha um componente político. O órgão quer criar um precedente jurídico, e uma brecha tecnológica, que facilite seu acesso a iPhones no futuro. Porque o celular de Farook nem é tão valioso assim. É bastante possível que o aparelho não contenha nenhuma informação relevante, por dois motivos. Primeiro, era o telefone do trabalho dele, não um aparelho pessoal. Além disso, o terrorista e sua esposa, que o ajudou no ataque, tinham pelo menos outros dois celulares, que destruíram antes da ação. Com o iPhone, eles não fizeram nada.

Por Atualizado em 01/02/2016

titan-aerospace-solar-drone-googleA revelação é do jornal inglês The Guardian, que obteve detalhes sobre a operação – batizada internamente de Project Skybender. De acordo com o jornal, o Google está testando uma frota de drones na Spaceport America, uma base aérea que fica no Novo México e foi construída para servir aos voos espaciais da empresa Virgin Galactic (que registrou um acidente fatal durante testes em 2015, e por isso não deve iniciar sua operação comercial tão cedo).

Os aviões são fabricados pelo próprio Google, que possui uma divisão de drones chamada Google Titan (formada pela aquisição da empresa Titan Aerospace, em 2014). Os drones têm asas longas, cobertas por painéis fotovoltaicos – como são alimentados por energia solar, em tese eles podem ficar no ar indefinidamente -, e são equipados com transmissores de internet 5G, que é quarenta vezes mais rápida do que a 4G. A ideia, no futuro, é criar frotas de drones repetidores de sinal, que serviriam para levar internet de altíssima velocidade a regiões que não têm infraestrutura de telecomunicações.